Vivemos em um paradoxo estranho:
Somos empurrados a nos destacar o tempo todo, como se a vida fosse uma arena permanente de competição. Precisamos ser, ou aparentar, o melhor profissional, o mais eficiente, o mais inteligente, o mais atualizado, o mais resiliente, o mais mais... sempre em modo vitrine. Um eterno alfa em treinamento, insistentemente “expondo nosso valor” antes mesmo de existir prazer.
Porém, ao mesmo tempo, vivenciamos a exigência no sentido oposto:
não destoar demais. Pensar, consumir e reagir parecido para nos sentir pertencentes a um grupo. Porque quem sai muito da curva corre o risco de ser excluído da tribo, cancelado e isso é a morte digital. A exclusão hoje dói tanto quanto a fome do passado. E assim, pouco a pouco, vamos perdento nossa humanidade e nos transformando em
É um cabo de guerra interno: Seja único, mas só um pouco. Brilhe, mas sem ofuscar.
Essa guerra interna resulta num ser humano cansado, performático, ansioso, artificial…Que tenta, a todo custo, imprimir uma imagem que não harmoniza com sua identidade, pelo simples medo de não caber no seu grupo social.
Esse “gladiador moderno” AINDA não entendeu que a grande crise contemporânea não está na produtividade, mas na busca por autenticidade com pertencimento.
Como ser quem se é, sem virar solitário, como pertencer, sem ser um clone dos outros.
Pensar, hoje em dia, é quase é um ato revolucionário.
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