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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nem toda unanimidade é burra.

Confirmando a regra que diz que toda regra tem exceção, presenciamos o FTF se manifestar favoravelmente pela união civil entre casais homossexuais, no último dia 5/5/11.


Foi um placar de 10 X 0. Contudo, podemos entender como tenha sido de 11 X 0, porque o ministro Dias Toffoli declarou-se impedido pois enquanto era advogado-geral da União deu parecer favorável.

É o cúmulo da hipocrisia imaginar que se a sociedade não aceitar a realidade de que existe união gay, ela deixará de existir.
O que o Supremo fez, por assim dizer, foi justiça. Os pares existem e estão por ai a muito e muito tempo.
O seus anseios eram no sentido de terem assegurado seus direitos e deveres como pessoas e, assim, poder partilhar e desfrutar do que construíram ao longo de sua relação, sem o medo de deixar o parceiro ou a parceira, desamparado diante de um fato grave.
Quem acompanhou a votação percebeu que todos os 10 ministros convergiam quanto ao direito de sucessão e partilha. Mas, cada um percebia as necessidades humanas de uma forma diferente.


Os ministros conseguiam ver o ser humano além da doutrina jurídica.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Em defesa dos Jornalistas


Caro Jamildo, Os jornalistas amanheceram de luto hoje com esta decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma para jornalistas. Eu pergunto: quem vai indenizar os jovens que estão fazendo o curso de jornalismo em busca de uma vaga nesta profissão? ....
Terezinha Nunes
.”
Esta é a transcrição do início da carta que a deputada Terezinha Nunes enviou a Blog do Jamildo (
http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/index.php).
Chega ser estarrecedor o descaso dos destes ministros diante de uma profissão e dos investimentos de milhares de famílias brasileiras.
Para eles, os danos causados pela exercício irregular da profissão de jornalista não são danosos sociedade.
Mas, quais as conseqüências que uma informação errada, divulgada por um instrumento com credibilidade e alcance popular podem causar?
A argumentação, que serviu de base para extinguir exigência do diploma de jornalista, baseou-se tão somente na atividade dos comentaristas.
Os comentaristas têm espaço garantido nos nossos telejornais, para tecer observações sobre o cenário esportivo, econômico, político, gastronômico entre outros. Contudo, o seu saber não é suficiente pára a construção de uma matéria investigativa nem a condução de um meio de comunicação.
É verdade que muitos temem o poder da caneta. Já vimos os meios de comunicação elegerem deuses e demônios, tomando para si o título de bastião da opinião pública. E esse poder da imprensa de criar imagem positiva ou negativa na população, principalmente naqueles que têm menos capacidade de analisar os fatos, põe em pé os cabelos dos que detém o poder.
Confesso que não entendi os motivos que levaram os jornalistas e se manterem calados, a espera da sentença final, e não mobilizaram a opinião pública sobre os impactos desse julgamento.Por fim, devemos, todos nós, ficar em estado de alerta aos golpes que podemos sofrer no exercício de nossas atividades, posto que esse tipo de julgamento só nos faz ver o quanto as profissões brasileiras são fracas, com raras exceções.
André Maia
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A charge "macacos da sabedoria" foi colhida do Livro "Esta vida é um circo", de 1989, de autoria de Lailson Cavalcanti.