Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador justiça. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A que me remete o #ocupeestelita. 

          A maioria de nós resiste, desde criancinha, a inferências que fazem sobre o nosso destino. Queremos escolher nossos amigos, nosso esporte favorito, nosso time do coração, nosso lazer, nossos gostos pessoais e não aceitamos as imposições externas. 

         Coisas como “você deveria fazer isso ou aquilo”, nos causa um profundo desconforto e não raro, nos opomos, seja reagindo negativamente ou, simplesmente, dando a essa “orientação” um desprezo. 
Diante dessa constatação, nunca entendi como certos grupos se acham no direito, e no dever, de impelir o seu “mundo idealizado” por eles para todos.   Onde está escrito que a minha verdade é melhor que a do outro?
Leio um monte de opiniões de gente que não mora em Recife e também, que moram mas não se conformam com as mudanças.   A quase totalidade não conhece a realidade das pessoas que moram em São José. Mal conhecem a cidade como turistas, pois só frequentam bons hotéis e restaurantes de luxo e se arvoram a dizer o que é bom. 
         Todas as opiniões, dos dois lados, desconsideram o que o povo do lugar pensa. É como se obrigassem todos a usar amarelo, só porque é sua cor favorita. E de forma autoritária dizem: O que estou te propondo é bom para você, porque é bom para mim. 
Nunca perguntam "O que você quer"? Perguntam, sim: “Você não acha que ter isso, é bom? ”. Agem de forma a induzir os outros a aceitar aquilo que eles pensam, como se tivessem legitimidade para tanto. Quem os legitimou? Quem os conduziu até aquela posição de “líderes”? Quem lhes conferiu o poder de responder pelos outros? 
Essas indagações sempre me inquietaram, desde o tempo em que fazia política estudantil, na UFPE (e faz muito tempo), quando fazer política, era algo perigoso, principalmente dentro de universidade. 
Essa mesma inquietação voltou a baila em toda essa questão sobre o Cais José Estelita. Algum desses que posam de líderes e donos da verdade  já perguntou (SEM INDUZIR A RESPOSTA NA PERGUNTA) o que a comunidade pensa sobre a construção dos prédios naquele lugar? Alguém do Consórcio chegou a fazer o mesmo, para identificar se ali existe a “mão de obra” para os empreendimentos que “irão surgir”? Será que se pensou em qualificar as pessoas do bairro para o nicho de mercado que “vira”? 

Eu pessoalmente penso que algum emprego é melhor que emprego algum.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pais e Filhos.

Como pais, há momentos na vida em que pouco, ou nada podemos fazer. Temos que aceitar as decisões dos filhos mesmo quando desconfiamos que eles se machucarão, sofrerão e nós sofreremos solidariamente.
Isso é duro, principalmente quando se tem a convicção que nossos filhos não são nossa propriedade e temos que viver nossa vida e não a deles. 
Usamos parte de nossa vida passando valores aos filhos, de maneira que eles sigam suas vidas tropeçando menos que nós. Mas, sabiamente, eles acham que têm que viver suas próprias experiências e não as nossas, tem que sofrer suas próprias dores e decepções, e não as nossas. Afinal, isso faz parte do crescimento humano. 

Nessa hora,  os versos de "Renato Russo" passeiam sobre minhas lembranças. 
"Sou a gota d'água 
Sou um grão de areia 
Você diz que seus pais não entendem 
Mas você não entende seus pais. 
Você culpa seus pais por tudo 
Isso é absurdo 
São crianças como você. 
O que você vai ser 
Quando você crescer"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que eu penso da internação compulsória para dependentes químicos.
Situações extremas exigem atitudes extremas,  
até que a normalidade retorne.

Realizei um trabalho numa cidade onde a realidade do crack é muito pior que a vivenciada aqui e a insegurança de andar nas ruas, relatada pelas pessoas de lá era tão assustadora quando a imagem dos zumbis que perambulavam pelos espaços públicos.
Dessa constatação percebi que dar (sensação) segurança aos trabalhadores, estudantes, turistas e demais pessoas é zelar pelos direitos humanos das pessoas que estão produzindo pela sociedade.
Não estou dizendo que os dependentes químicos devam ser tratados como uma "coisa". Afirmo que a sua dignidade de cidadão deve ser restaurada, tirando-o da marginalidade e recolocando ele no centro da cidadania, como alguém que produz algo para o seu semelhante. Para tanto deve receber tratamento, mesmo que contra sua vontade (se é que alguém numa especie de surto ou transe, possa ter vontade própria).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quem me conhece sabe minha opinião sobre a reforma política e eleitoral, que acredito necessária.
Até bem pouco tempo atrás pensava que a figura do vereador ara a coisa mais inútil que poderia haver.  Hoje, mudei um pouco minha opinião.
Não acho mais que o legislativo municipal  seja inútil. Agora acho que ele é danoso a sociedade.
As vésperas do recesso parlamentar, os vereadores do Recife reajustaram o seu próprios vencimentos de 9 para 15 mil reais. Durante o recesso aprovam um reajuste da verba de combustível de 2,3 mil para 3,7 mil reis.  Esse valor é suficiente para encher 28 tanques de combustível ou rodar 12420 Km (duas viagens de ida e volta a São Paulo e ainda sobraria combustível para 10 viagens de ida e volta a Petrolina) por mês.
A justificativa do presidente da casa é a maior afronta a inteligência do povo recifense. A alegação é que “não traria aumento de despesas para os cofres públicos, já que o Legislativo conta com um orçamento anual de 4,5% da receita tributária do Município”.
Se há sobra no orçamento, este deveria ser repassado para áreas carentes do município, a exemplo da educação e saúde  e não ser servida como mordomias para aqueles que dizem que trabalham por amor a cidade, a final de contas eles estão "trabalhando" para a melhoria das condições da cidade.
O resumo da opera é que após a repercussão negativa e, principalmente, por se tratar de ano eleitoral a casa revogou a decisão sobre o reajuste da ajuda combustível.

Moral da história: Sustentamos a peso de ouro um monte de inúteis que só servem para dar nome a ruas e títulos de cidadania.

sábado, 24 de setembro de 2011

Sugestões para a reforma político eleitora.

Nossos excelentíssimos representes no congresso começam a discutir os rumos de nossa política.
Esse é um bom momento para pressionarmos eles para que tenhamos menos lama.
Eis aqui algumas sugestões, não só para o processo eleitora, como também no regimento interno das casa parlamentares:

  1. Fim das coligações. Essa terrível instituição só fortalece a corrupção. partidos de pouca ou nenhuma densidade eleitoral, se associam a partidos maiores para fazer número e eleger os mesmos caciques de sempre em troca de alguns cargos e acesso aos cofres públicos;
  2. Fim do voto proporcional. Pequenos partidos inscrevem muitos candidatos. Isso fez com que candidatos com 20 mil votos fossem eleitos enquanto que outro com 50 mil, não;
  3. Limitação do número de inscritos por partido a 50% do total de cadeiras disputadas;
  4. O senador, deputado ou vereador que desejar se afastar para assumir um gargo público deveria renunciar ao seu mandato;
  5. O senador, deputado ou vereador que atingir 10% de faltas injustificadas, relativas ao numero de sessões anuais de sua casa, perderia o seu mandato;
  6. Fim do voto secreto para parlamentares. O eleitor que deu sua procuração a um eleito tem o direito de saber se seu parlamentar está fazendo jus ao seu mandato. O compromisso maior do parlamentar é com seu eleitorado e não com seus pares;
  7. Reduzir a 2/3 o número de cadeiras para senadores e deputados federais, 1/2 para deputados estaduais e vereadores;
  8. Reduzir a 50% o número de assessores parlamentares.
  9. Políticos que tenham sido condenados em 1ª instancia já ficariam impedidos de assumir cargo públicos, até que fosse proferida sua sentença final;
  10. Políticos que tenham sido condenados, com sentença transitada em julgado, ficariam impedidos de assumir cargo públicos por 20 anos.
Há muitos outras sugestões e vou coloca-las nos próximas postagens.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

10 anos depois

Dez anos é muito tempo! E nesse período muitas das coisas que vivenciamos  sublima-se e acabamos por esquecer. 

No entanto, quando um fato é marcante nem acreditamos que tanto tempo já se passou, continuamos com aquela  sensação que foi ontem.


Continuo acreditando que os bombardeios a Hiroshima e Nagasaki foram
os primeiros e maiores ataques terroristas em grande escala da humanidade. 

Contudo, como eu não os presenciei, só os conheço por literatura e documentários, é difícil ter a percepção exata do que ele foi e representou para sua época.

Vivemos num mundo de informações globalizadas. Fatos que acontecem em lugares que nem se imaginam existir, entram pela televisão como se acontecessem do outro lado da janela e suas implicações também tem a mesma amplitude.


O 11 de setembro, me fez experimentar sensação de insegurança, um desconforto até então inédito pra mim.

Se o Tio San, com seu poder bélico, tecnologia, orçamento militar astronômico e tudo quanto é de mais moderno, não pode prever nem defender o país mais poderoso do mundo da audácia de um grupo de terroristas, o que será de nós do pais de Pindorama. 
Como um povo festeiro e até ingênuo poderia enfrentar uma ameaça dessa?

Há 10 anos convivemos (e aprendemos a lidar) com esse medo. Mas, nos chocamos quando vemos novamente as imagens e temos a certeza que os dias jamais serão com antes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Surrealismo de nossa banda larga












Uma família entra numa pizzaria e pede:
- Garçom, traga uma pizza portuguesa gigante e uma Coca cola 2 litros.

15 minutos depois chega o garçom e entrega uma pizza brotinho e uma latinha de Coca cola, ao que o cliente reclama.
- Não foi isso que eu pedi....
E o garçom, explica:  
- Mas pelo contrato com a agencia nacional de pizzas e refrigerantes, isso é o que temos por obrigação de entregar.....

Essa é a realidade brasileira, quando se trata de contratos de serviço de banda larga.

As operadoras tem obrigação contratual de entregar até 20% do contratado. Isso significa o seguinte: Para um contrato de pacote de 5Mb a operadora tem obrigação de lhe entregar até 1Mb.

Como nossa realidade é o cúmulo do absurdo, uma nova resolução fará uma nova adequação mudando esses patamares até 2014, da seguinte forma: No primeiro ano de vigência da resolução, as empresas deverão entregar até 60%, passado a 70% no segundo ano e 80% até o final do terceiro ano, o que deve ocorrer em 2014.

O que fica claro pra mim é que as operadoras nunca terão obrigação de entregar ao cliente aquilo que ele contratou.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Blog ou Clipping?

“Diário de bordo: data estelar 1513.1. Nossa posição, órbita do planeta M-113. A bordo da Enterprise, Sr. Spock, temporariamente no comando. No planeta, ruínas de uma civilização antiga e desaparecida há muito tempo...”
A série Jornada nas Estrelas começava com o Capitão Kirk relatando a situação da USS Entreprise e sua tripulação em seu diário de bordo.

E você então me pergunta: O que é que isso tem haver com o tema da postagem, Blog ou Clipping?

É bem simples. Bog é o diário de bordo de um internauta. Ele registra ali o que ele pensa sobre o que esta acontecendo no planeta. Não que um blog tenha que ter a formalidade de um diário de bordo, mas ele tem que representar a vivência de quem o escreve.

Blog é uma palavra que surgiu, primeiro pela união e depois pela simplificação da pronúncia da união de outras duas, WEB (que vem da REDE) e LOG (diário de registros).


A idéia central do blog é registrar as opiniões a cerca dos fatos do cotidiano, sob a ótica que quem está escrevendo. Assim, quem faz um blog analisa os fatos de acordo com seus valores éticos, morais, religiosos e econômicos, e tenta contribuir para a formação de opinião.


Já o clipping não tem o caráter da personalização da informação. É a simples garimpagem de notícias, nas mais diversas fontes, para repercussão. É a supervalorização do copiar e colar.
Sua origem está nas empresas que precisavam fazer um álbum de recortes com as notícias que afetavam a organização.
Contudo, o pior dos males que esses “clippeiros” disfarçados de “bloqueiros” cometem é não dar o crédito a quem tem o direito, omitir a fonte.
A grosseria é tamanha que dá pra pensar: Ele realmente leu o que copiou ou escolheu o que copiar pelo título, sem dar a mínima para o conteúdo?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nem toda unanimidade é burra.

Confirmando a regra que diz que toda regra tem exceção, presenciamos o FTF se manifestar favoravelmente pela união civil entre casais homossexuais, no último dia 5/5/11.


Foi um placar de 10 X 0. Contudo, podemos entender como tenha sido de 11 X 0, porque o ministro Dias Toffoli declarou-se impedido pois enquanto era advogado-geral da União deu parecer favorável.

É o cúmulo da hipocrisia imaginar que se a sociedade não aceitar a realidade de que existe união gay, ela deixará de existir.
O que o Supremo fez, por assim dizer, foi justiça. Os pares existem e estão por ai a muito e muito tempo.
O seus anseios eram no sentido de terem assegurado seus direitos e deveres como pessoas e, assim, poder partilhar e desfrutar do que construíram ao longo de sua relação, sem o medo de deixar o parceiro ou a parceira, desamparado diante de um fato grave.
Quem acompanhou a votação percebeu que todos os 10 ministros convergiam quanto ao direito de sucessão e partilha. Mas, cada um percebia as necessidades humanas de uma forma diferente.


Os ministros conseguiam ver o ser humano além da doutrina jurídica.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mordaça cívica


Sinto-me amordaçado!

Por outro lado, a surdez dos nossos políticos, que insistem em fazer de contas que os nossos anseios não existem, incomoda.

Ao contrário do que se fala, entendo o Dep. Tiririca como alguém que representa uma parte (e grande da população) que não teve direito a educação, que teve que optar entre estudar ou trabalhar para sobreviver, que sem perspectiva de vida teve que usar das suas características físicas (franzino, mal vestido, desdentado, de “cabelo ruim” e falando errado) para criar um personagem e viver de palhaçadas.

Contudo, o que não aceito é ver que um partido político faça uso da popularidade de uma pessoa como elevador para seus afiliados ruins de votos. Tiririca entrou para a política e levou com ele quatro incompetentes nas urnas. Essa “proporcionalidade” eleitoral é tão ridícula quanto ter de um (“semi”)analfabeto criando leis.

A história da democracia “a brasileira” deve ser reconhecida como vanguardista. Já se inventou de tudo: Senadores biônicos, candidato laranja, voto vinculado, etc..

Agora, estão inventando o candidato secreto. É mais ou menos assim: O partido faz uma lista, você vota no seu candidato, contudo o seu voto vai para o partido e este segue a lista de prioridades que inventou, privilegiando seus caciques e não a vontade popular. Assim, você não saberá em quem está votando e, como no voto a Tiririca, continuará elegendo candidatos em quem você não votou.

Barbosa Lima Sobrinho citava que as leis eram a representação dos costumes e desejos do povo. E, contrariando os desejos de um povo, o STF afirmou a que a lei dos fichas sujas não valeu para 2010, dando direito de posse a quem quer se servir da pátria e não servi-la, como zurravam em seus discursos.

Bem, o ponto em que queria chegar é que eleição é um assunto que diz muito mais respeito ao eleitor que ao candidato.

O Eleitor vai as urnas para escolher um candidato que o representará. Então, que os deputados e senadores saibam que gostaríamos de ser ouvidos quanto a esta reforma política.


Que lhes caiam a ficha que estão lá porque nós os mandamos e que sua função é defender a nossa vontade e não as suas conveniências. Seria muito bom e útil um plebiscito, para que nós, os verdadeiros mandatários, disséssemos como gostaríamos de escolher nossos representantes.

Gostaríamos que, a partir daí, nossa representação fosse verdadeira e não que fizessem uma interpretação que concorde ou respaldasse sua ganância.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O papel das leis para a sociedade

Pouco após a promulgação da constituição de 1988, Dr. Barbosa Lima Sobrinho em entrevista disse: “As leis devem refletir os costumes, cultura e desejos de um povo”

O artigo 61 da CB de 1988, regulamentado pela lei 9.709 de 1998, permite a apresentação de projetos de lei por iniciativa popular, além do poder executivo e legislativo. No caso da iniciativa popupar, a constituição exige como procedimento a adesão mínima de 1% da população eleitoral nacional, mediante assinaturas.
Este ano tivemos a rara oportunidade de ver aprovada uma Lei De Iniciativa Popular, a chamada Lei da Ficha Limpa, assinada por mais de 2 milhões de pessoas, que agiram dessa forma expressando o seu desejo de ver fora da política pessoas com desvio de conduta pública.
Agora, os DEUSES do Olímpo, sob a forma de ministros do STF, querem fazer um entendimento diferente daquilo que foi nossa vontade.

Essa atitude nos deixando frustrados.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uma mãozinha do destino

A Copa do Mundo é um prato cheio pra se falar em ética, principalmente porque a primeira bandeira que entra em campo, antes mesmo das equipes representantes dos paises, é a do Fair-play, que apesar de não haver tradução fiel para o português tem o significado de jogo limpo, honesto e cordial.
Na Copa do Mundo de 1986, no México, Maradona levou a Argentina ao título mundial com um gol de mão. O mundo todo, principalmente os ingleses e nós brasileiros, caiu de pau em cima, já que aquela atitude representava o avesso do ideal desportivo.
Muitos anos depois, nas eliminatórias da Copa 2010, o craque francês, Thierry Henry, ajeitou a bola com a mão e fez o gol que levou a Fraca a classificação. Mais uma vez, todos, inclusive nós brasileiros, alardeamos nossa indignação diante da artimanha utilizada por um jogador de notória categoria, para sair da partida como um herói.
Em ambos os casos a máxima “Os fins justificam os meios” serviu de mote de defesa.
No dia 20/6, tivemos a brilhante apresentação da Seleção Brasileira contra a Costa do Marfim, que terminou com o placar de 3X1 para a seleção do Dunga.
Começa o jogo e, logo nos primeiros minutos, Lúcio bate com força no braço, ainda machucado do atacante adversário, que havia fraturado o cotovelo nos amistosos de preparação, como um claro recado que “não se meta a besta que o pau vai comer”.
Quando a Seleção Canarinha já levava vantagem no placar, Luis Fabiano, “O Fabuloso”, pôs a mão duas vezes na bola, a primeira de forma não intencional, já que se encontrava de olhos fechados. Contudo, a segunda já o fez de maneia intencional para que ela não saísse de seu domínio.
Para ele, foi a tinta que deu realce a “pintura”.
E para nos, será motivo de orgulho ou vergonha ver que um time favorito ao título mundial necessita de recorrer à malandragem para vencer uma seleção sem tradição e de poucos talentos?


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um paralelo sobre as emoções do futebol na política


Poucas foram as pessoas que não assistiram aos últimos capítulos do Brasileirão, que levou o Flamengo ao campeonato e o Curitiba ao rebaixamento.
As cenas vistas em todas as partidas tiveram elementos de fortes emoções, tanto do lado dos que obtiveram o sucesso quanto do lado dos que herdaram o fracasso.

Gostaria de parar de pensar exclusivamente no futebol para fazer um fazer um paralelo com as reações dos torcedores apaixonados por suas cores, levando essas emoções para situaçõs do nosso cotidiano e que nos deixam pensativos nopapel de nossos parlamentares.

Imaginemos a seguinte cena: No saguão do aeroporto uma “galera”, empunhado faixas e cartazes, gritando palavras de ordens contra a falta de ética, recepciona o seu “representante” no congresso, de forma enérgica por ter ele votado favoravelmente a um projeto, o qual havia se declarado contrário durante a campanha eleitoral. O deputado se escondendo, constrangido pela situação, tenta fugir por outra porta quando esbarra com outro grupo que cobria o seu plano “b” e recebe uma avalanche de ovos e tomates podres do tamanho da indignação do seu eleitorado.

Vamos agora imaginar o Inverso: No saguão do aeroporto uma platéia efusiva e ruidosa recebe aquele deputado que conseguiu aprovar um projeto que beneficia seu estado, atraindo empregos, renda, turismo e oportunidade de negócios. É conduzido ao seu carro nos ombros no povo, que o segue em uma carreata espontânea fazendo um buzinaço.

Comparando com a situação vivenciada pelas torcidas do Curitiba e do Flamengo os sentimentos foram bem próximos.
A diferença é que em si tratando do resultado de um campeonato pouco ou nada muda na qualidade de vida dos torcedores.
Mas, quando a situação é a política as interferências no nosso cotidiano são inúmeras e muito danosas. Mexe com a educação, saúde, economia e com as perspectivas de vida de toda uma comunidade. Afeta diretamente a nossa qualidade de vida.
O dinheiro arrecadado através dos impostos deve ter um fim público e não privado. Não pode ser arma de barganha de interesses pessoais. O seu destino é coletivo.

Por fim, vemos que o combustível que moveu o Flamengo ao título foi o amor de sua torcida. Esse foi o grande estímulo aos jogadores e equipe técnica.
Sua torcida cobrou dos que defendiam, dentro de campo, suas cores um melhor desempenho no momento em que o seu time não ia bem.
Prestigiou sua equipe na arrancada final e comemorou com ela o seu título.

Quanto aos torcedores do Coritiba, resta-lhes aprender com os erros.
Já dizia Tomas Edson: “Ainda não aprendi a fazer a lâmpada, mas já aprendi 2000 maneiras diferentes de como não fazê-la”.

Quanto a nós bichos políticos, resta-nos mostrar a aqueles em quem votamos que o controle remoto está em nossas mãos e que nas próximas eleições podemos reelegê-los ou jogá-los ao ostracismo, de acordo com o sentimento gerado por sua atuação e conduta.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Polícia do bem.


Li esta semana no blog pebodycount.com.br uma matéria muito boa ao meu ver. Falava sobre a polícia do bem. Isso até parece nome que se dá a programas do governo para que os políticos “saiam bem na foto”. Mas a matéria tratava de algo diferente. Falava sobre seres humanos dentro de farda. Falava de gente, gente que ainda tem a capacidade de se comover com o problema alheio. Gente que leva a sério o trabalho que faz, policiamento. Não aqueles espancadores travestidos de autoridade policial, embriagados com o poder que vem de uma arma, motados em cima de um autoritarismo exacerbado que vem de uma patente, por mais baixa que ela seja.

Vi na reportagem três homens que, como responsáveis pelo patrulhamento de uma área, desejam conhecer aqueles a quem têm de proteger.

Eles leram em um jornal uma reportagem sobre três crianças albinas, nascidas em uma família muito pobre da colônia V-9, em Olinda, e que tinham que ficar em casa por não ter dinheiro para comprar protetor solar e óculos de sol, em sua área depatrulhamento.

Foram recebidos com a desconfiança normal a qualquer um, que vêm do fato de não saber a intenção daqueles brutamontes.

Com a verdade comum que sai das crianças, tiveram que escutar pacientemente da menor das três: "Polícia é malvada. Mata as pessoas. Mata muito!"

E com a atitude e a dignidade de um verdadeiro policial, explicaram que não é bem assim. E com um dos garotos no colo, mostrou um lado da polícia que a periferia não conhece (falando bem a verdade, que a maioria de nós nem imagina): Uma polícia feita por gente de bem.

- "Kauan, a polícia é do bem. Estamos aqui para protegê-los. É isso que a gente faz."

O menino continuou o diálogo com o policial e alguns minutos depois já estava perguntando sobre o fardamento do policial, sobre o colete à prova de bala.

Ao irem embora ficou a promessa: "Vamos voltar com ajuda." Dias depois voltaram com boas novas. Conseguiram de um comerciante local a doação de um ano de pão para a família.

Eu torço, mas torço mesmo, para que essa seja a prática e a imagem de nossos policiais ao invés de participantes de grupos de extermínios e “justiceiros”.

Que os POLICIAIS Fábio Santos e Silva, José Ronaldo do Nascimento e Jorge Wendel Lins de Souza, sirvam de exemplo para o resto da corporação.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O segredo da balança é o equilíbrio.

Não é atôa que o nome daquele ponteirinho da balança é fiel. Ele indica para que lado ela está pendendo.
A deusa grega Dicedos julgamentos e da justiça, a filha de Zeus com Têmis, tem em sua imagem uma espada na mão direita, representando a força, e uma balança na mão esquerda, representando a busca pela igualdade, pelo equilíbrio. Uma das suas mais importantes caracteristicas dela é estar de lhos bem abertos, em busca da verdade, ao contrário de seu par romando, que tinha os olhos vendados.
Eita, viajei na maionese. Vamos voltar ao foco.
A nossa vida esta a todo momento sendo pesada por várias balança. É a empresa que nos avalia, nossa família que exige atenção, nossas relações de amizade e acima de todas elas, nós mesmos.
Em cada instante de nossas vidas, comparamos o que fazemos com o que queremos para nossa felicidade e realização.
Já disseram que “não há sucesso profissional que compense um fracasso pessoal”. Entende-se disso que aquela promoção tão sonhada não é um prêmio para o fim de um casamento ou para o rosto triste de de nossos filhos diante de nossa ausência em suas festas de aniversário.
O fiel pendeu para um lado.
Mas e o conforto de nossa família, o chopinho com nossos amigos, a pelada de final de semana, a vigem de férias? Precisamos de dinheiro para pagar todas essas pequena/grandes loucuras/sanidades.
O segredo da balança é se colocar o mesmo peso nos dois pratos para que o fiel fique equilibrado.
Para nós, é saber negociar com nós mesmo o que é importante, não impedindo nossa carreira nem relevando nosso “EU”.