Mostrando postagens com marcador Erros profissionais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erros profissionais. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que eu penso da internação compulsória para dependentes químicos.
Situações extremas exigem atitudes extremas,  
até que a normalidade retorne.

Realizei um trabalho numa cidade onde a realidade do crack é muito pior que a vivenciada aqui e a insegurança de andar nas ruas, relatada pelas pessoas de lá era tão assustadora quando a imagem dos zumbis que perambulavam pelos espaços públicos.
Dessa constatação percebi que dar (sensação) segurança aos trabalhadores, estudantes, turistas e demais pessoas é zelar pelos direitos humanos das pessoas que estão produzindo pela sociedade.
Não estou dizendo que os dependentes químicos devam ser tratados como uma "coisa". Afirmo que a sua dignidade de cidadão deve ser restaurada, tirando-o da marginalidade e recolocando ele no centro da cidadania, como alguém que produz algo para o seu semelhante. Para tanto deve receber tratamento, mesmo que contra sua vontade (se é que alguém numa especie de surto ou transe, possa ter vontade própria).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O sistema de saúde sem direito a UTI.

Trabalhei em alguns hospitais públicos entre 2000 e 2005.
De la para cá, só venho acompanhando pelas propagandas, que insistem que estão construindo, estão reformando, estão reequipando estão requalificando (essa palavra é ótima).
Contudo o que presenciei nestes últimos dias me mostra exatamente o contrário.
A emergência cardiológica do Hospital Agamêmnon Magalhães encontra-se superlotada. Onde deveria acomodar 18 pacientes. encontrei 40, além de 10 pacientes sentados em cadeiras (nem sempre adequadas).  Porém, o mais absurdo de tudo foi ver mais 8 pacientes acomodados em macas no corredor externo da emergência (por onde sai o expurgo hospitalar e o  lixo).
Presenciei a conversa da enfermeira chefe com o médico plantonista que teriam que dar alta a 10 pacientes pra imprensa não saber.


Esse é um problema que persiste e persistirá por muito tempo ainda. Todo candidato diz que sabe onde esta a solução do problema. Mas esse mesmo candidato, enquanto  governante, cria obras faraônicas e megalomaníacas para aparecer e não para resolver.
Gastam rios de dinheiro em obras para a copa, que acolherá apenas quatro jogos, enquanto que a tão prometida reforma da saúde fica sem garrote para aplicar uma injeção.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O gerente X sua equipe

Há uma máxima da administração que diz: “O sucesso de um gerente é o sucesso de sua equipe. O fracasso de uma equipe é o fracasso de seu gerente”.

Destrinchando isso seria o mesmo que dizer que quem carrega uma gerencia nas costas são seus colaboradores. E como eles desempenharam eficiente e eficazmente suas funções o gerente é reconhecido por isso.
Enquanto que se uma equipe não desempenha bem o seu papel é porque o gerente não soube:
1)      Escolher bem sua equipe;
2)      Definir com clareza o que deveria ser feito;
3)      criar um ambiente de trabalho propício;
4)      Estimular e incentivar sua equipe;
5)   Negociar prazos com a alta direção por não conhecer bem o que sua gerencia faz e como faz;
De forma mais incisiva diria que ele não faz parte da equipe que administra.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uma mãozinha do destino

A Copa do Mundo é um prato cheio pra se falar em ética, principalmente porque a primeira bandeira que entra em campo, antes mesmo das equipes representantes dos paises, é a do Fair-play, que apesar de não haver tradução fiel para o português tem o significado de jogo limpo, honesto e cordial.
Na Copa do Mundo de 1986, no México, Maradona levou a Argentina ao título mundial com um gol de mão. O mundo todo, principalmente os ingleses e nós brasileiros, caiu de pau em cima, já que aquela atitude representava o avesso do ideal desportivo.
Muitos anos depois, nas eliminatórias da Copa 2010, o craque francês, Thierry Henry, ajeitou a bola com a mão e fez o gol que levou a Fraca a classificação. Mais uma vez, todos, inclusive nós brasileiros, alardeamos nossa indignação diante da artimanha utilizada por um jogador de notória categoria, para sair da partida como um herói.
Em ambos os casos a máxima “Os fins justificam os meios” serviu de mote de defesa.
No dia 20/6, tivemos a brilhante apresentação da Seleção Brasileira contra a Costa do Marfim, que terminou com o placar de 3X1 para a seleção do Dunga.
Começa o jogo e, logo nos primeiros minutos, Lúcio bate com força no braço, ainda machucado do atacante adversário, que havia fraturado o cotovelo nos amistosos de preparação, como um claro recado que “não se meta a besta que o pau vai comer”.
Quando a Seleção Canarinha já levava vantagem no placar, Luis Fabiano, “O Fabuloso”, pôs a mão duas vezes na bola, a primeira de forma não intencional, já que se encontrava de olhos fechados. Contudo, a segunda já o fez de maneia intencional para que ela não saísse de seu domínio.
Para ele, foi a tinta que deu realce a “pintura”.
E para nos, será motivo de orgulho ou vergonha ver que um time favorito ao título mundial necessita de recorrer à malandragem para vencer uma seleção sem tradição e de poucos talentos?


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Polícia do bem.


Li esta semana no blog pebodycount.com.br uma matéria muito boa ao meu ver. Falava sobre a polícia do bem. Isso até parece nome que se dá a programas do governo para que os políticos “saiam bem na foto”. Mas a matéria tratava de algo diferente. Falava sobre seres humanos dentro de farda. Falava de gente, gente que ainda tem a capacidade de se comover com o problema alheio. Gente que leva a sério o trabalho que faz, policiamento. Não aqueles espancadores travestidos de autoridade policial, embriagados com o poder que vem de uma arma, motados em cima de um autoritarismo exacerbado que vem de uma patente, por mais baixa que ela seja.

Vi na reportagem três homens que, como responsáveis pelo patrulhamento de uma área, desejam conhecer aqueles a quem têm de proteger.

Eles leram em um jornal uma reportagem sobre três crianças albinas, nascidas em uma família muito pobre da colônia V-9, em Olinda, e que tinham que ficar em casa por não ter dinheiro para comprar protetor solar e óculos de sol, em sua área depatrulhamento.

Foram recebidos com a desconfiança normal a qualquer um, que vêm do fato de não saber a intenção daqueles brutamontes.

Com a verdade comum que sai das crianças, tiveram que escutar pacientemente da menor das três: "Polícia é malvada. Mata as pessoas. Mata muito!"

E com a atitude e a dignidade de um verdadeiro policial, explicaram que não é bem assim. E com um dos garotos no colo, mostrou um lado da polícia que a periferia não conhece (falando bem a verdade, que a maioria de nós nem imagina): Uma polícia feita por gente de bem.

- "Kauan, a polícia é do bem. Estamos aqui para protegê-los. É isso que a gente faz."

O menino continuou o diálogo com o policial e alguns minutos depois já estava perguntando sobre o fardamento do policial, sobre o colete à prova de bala.

Ao irem embora ficou a promessa: "Vamos voltar com ajuda." Dias depois voltaram com boas novas. Conseguiram de um comerciante local a doação de um ano de pão para a família.

Eu torço, mas torço mesmo, para que essa seja a prática e a imagem de nossos policiais ao invés de participantes de grupos de extermínios e “justiceiros”.

Que os POLICIAIS Fábio Santos e Silva, José Ronaldo do Nascimento e Jorge Wendel Lins de Souza, sirvam de exemplo para o resto da corporação.

sábado, 5 de setembro de 2009

Os 7 pecados

Paulo trabalhava no setor administrativo da metalúrgica há quase doze anos. Sempre pontual, mas nos últimos dias se mostrava um tanto estranho. Batia o ponto e não ia para sua sala. Ficava por ali, batendo papo... olhando as pessoas que chegavam. Essa sua nova rotina não durava menos que meia hora.

Naquela semana em especial foi possível encontrá-lo ajoelhado junto ao confessionário da igreja, para se confessar com o padre.
E a conversa foi mais ou menos a seguinte:
Paulo- Padre, eu pequei!
Padre- Mas o que houve, meu filho?
Eu fiquei chateado porque Severino foi escolhido para aquele treinamento e eu era quem deveria ter ido... Daí, eu passei a inventar pros colegas que ele só foi escolhido porque vive bajulando o supervisor.
Padre- Mas meu filho, você sabe que a inveja profissional é algo que atrapalha todo o grupo.
Paulo- Não foi só isso, teve mais coisas. Quando se trata de treinamento eu quero ser o único do setor a fazer. Só assim, sendo o único a conhecer, eu me sinto seguro e poderoso. E só repasso aos colegas o mínimo necessário... Nunca ensino tudo o que sei.
Padre- Paulo, percebo ai dois pecados gravíssimos, a gula e a avareza profissional. Há mais alguma coisa para me contar?
Há sim! Só por vingança, toda vez que ele saia da sala, eu dava sumisso em alguns papeis dele e fazia com que o supervisor fosse junto a mesa dele, com a finalidade de criar a imagem que ele vivia voando e era irresponsável. Isso dificultaria o crescimento dele na organização.
Padre- Mas meu filho, pra que tanta ira? Esse rapaz nunca fez nada contra você... ou fez?
Paulo – É que as tarefas dele estão todas em dia e as minhas não...
Padre - mas por que isso...
Paulo – é que eu aproveito o tempo no trabalho pra fazer uns “bicos” pra fora e isso cansa muito. Ai, eu passo um bom tempo na copa batendo um papinho sobre futebol, a mulher da revista, sabe como é... Ninguém é de ferro!
Padre - Agora você juntou mais dois pecados profissionais a sua listinha, e olha que esses últimos são daqueles cabeludos. A Luxúria profissional, que é querer pegar tudo que é trabalho e a preguiça, que é ficar encostado enquanto os outros fazem o que você deveria fazer...
Paulo – Se eu tivesse feito esse curso, ai eu seria reconhecido pela diretoria e poderia falar com os chefes e passar por cima dessa raça de pé rapados poderia...
Padre – Paulo, Vaidade profissional exagerada pode resultar demissão por justa causa... ponha a mão na consciência, recicle suas idéias e volte as suas atividades.


André Maia.