Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A que me remete o #ocupeestelita. 

          A maioria de nós resiste, desde criancinha, a inferências que fazem sobre o nosso destino. Queremos escolher nossos amigos, nosso esporte favorito, nosso time do coração, nosso lazer, nossos gostos pessoais e não aceitamos as imposições externas. 

         Coisas como “você deveria fazer isso ou aquilo”, nos causa um profundo desconforto e não raro, nos opomos, seja reagindo negativamente ou, simplesmente, dando a essa “orientação” um desprezo. 
Diante dessa constatação, nunca entendi como certos grupos se acham no direito, e no dever, de impelir o seu “mundo idealizado” por eles para todos.   Onde está escrito que a minha verdade é melhor que a do outro?
Leio um monte de opiniões de gente que não mora em Recife e também, que moram mas não se conformam com as mudanças.   A quase totalidade não conhece a realidade das pessoas que moram em São José. Mal conhecem a cidade como turistas, pois só frequentam bons hotéis e restaurantes de luxo e se arvoram a dizer o que é bom. 
         Todas as opiniões, dos dois lados, desconsideram o que o povo do lugar pensa. É como se obrigassem todos a usar amarelo, só porque é sua cor favorita. E de forma autoritária dizem: O que estou te propondo é bom para você, porque é bom para mim. 
Nunca perguntam "O que você quer"? Perguntam, sim: “Você não acha que ter isso, é bom? ”. Agem de forma a induzir os outros a aceitar aquilo que eles pensam, como se tivessem legitimidade para tanto. Quem os legitimou? Quem os conduziu até aquela posição de “líderes”? Quem lhes conferiu o poder de responder pelos outros? 
Essas indagações sempre me inquietaram, desde o tempo em que fazia política estudantil, na UFPE (e faz muito tempo), quando fazer política, era algo perigoso, principalmente dentro de universidade. 
Essa mesma inquietação voltou a baila em toda essa questão sobre o Cais José Estelita. Algum desses que posam de líderes e donos da verdade  já perguntou (SEM INDUZIR A RESPOSTA NA PERGUNTA) o que a comunidade pensa sobre a construção dos prédios naquele lugar? Alguém do Consórcio chegou a fazer o mesmo, para identificar se ali existe a “mão de obra” para os empreendimentos que “irão surgir”? Será que se pensou em qualificar as pessoas do bairro para o nicho de mercado que “vira”? 

Eu pessoalmente penso que algum emprego é melhor que emprego algum.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cais José Estelita.


No capítulo I, Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, Constituição Brasileira de 1988, no seu parágrafo XIII, afirma que “a propriedade atenderá a sua função Social”. 

Mas o que viria a ser essa tal de função Social? 
Aproveitando uma definição da sociologia, função social é a contribuição que um fenômeno provê a um sistema maior do que aquele ao qual o próprio fenômeno faz parte. 
Assim sendo, moradia, emprego, renda, mobilidade, segurança, educação e lazer são alguns elementos que podem compor a tal função social. 
Agora vamos entrar no assunto propriamente dito: O Cais José Estelita é uma área de armazéns da antiga RFFSA para granéis sólidos, Melaço e açúcar, que hoje é uma das áreas mais decadentes do Recife. 
Parte de sua finalidade foi anulada quando o extinto IAA, para dar maior agilidade no embarque de Açúcar, Álcool e Melaço, construiu no Porto do Recife o terminal açucareiro. No final da década de 1980 deixou de ter a função de armazenagem e passou a ser apenas o terminal de manutenção de trens e depósito de sucata de trilhos, dormentes, vagões e outras coisas da ferrovia. 
O local, também, um dia foi conhecido por “Raia do Cabanga”, pois ali aconteciam as provas de remo, onde as principais agremiações do Recife competiam. A falta de segurança e a decadência do remo em Pernambuco fizeram com que as provas deixassem de ser realizadas ali. 
Em 1993, o Jarbas Vasconcelos, prefeito, tentou dar utilidade aquela que era uma das vias de acesso a Zona Sul da cidade, fazendo a revitalização do cais, com a construção de uma passarela, com visual romântico e a pintura dos armazéns, transformando aquelas paredes abandonadas numa espécie de mosaico colorido. O local ficou tão bonito que passou a ser utilizado como fundo fotográfico para registros pré nupciais e de debutantes. No entanto, o abandono causado pela falta de utilidade prática e social, levou o local para um outros tipos de encontros. Passou a ser um local frequentado por marginais, prostituição, ponto de consumo de drogas. Em resumo: Um local a ser evitado. 
Quero reforçar uma ideia: O visual da bacia do Rio Jordão é um dos mais belos do Recife, principalmente ao por do sol. Mas, o casario é um horror!!!! 
A única coisa que nasce ali é mosquito da dengue. 
Atualmente um projeto de ocupação daquela área está causando muita polêmica, pela sua arrojada arquitetura e por ser encabeçada por um consórcio de empreiteira, e como todos sabem ser um grupo econômico forte é pecado. Em contraposição a um grupo que deseja que ali seja instalado um parque de convivência, a ser bancado por pelo poder público. 
Eu sou favorável a implantação do Projeto conhecido como Novo Recife e vou dizer porque. O principal problema daquela área se deve ao seu isolamento e o isolamento só será quebrado com a ocupação por pessoas, em moradia e/ou empresas que gerem emprego. Se as duas coisas puderem estar juntas, melhor ainda. 
No sentido contrário aos "Alfaville" da vida, há uma tendência mundial para construção de residências próxima dos centros das cidades, isso para driblar o problema de mobilidade e promover a redução no consumo de combustíveis, o que é bom para o ar das cidades e como as pessoas perdem menos tempo dentro dos transportes, passam a ter mais tempo para elas mesmas. 
A ocupação proposta para o José Estelita se assemelha ao que foi implantado em Puerto Madero, Buenos Ayres. Aquele local, que tinha muitas semelhanças com o nosso José Estelita, era uma área de antigos galpões portuários, economicamente decadente. Hoje é um dos melhores locais para um bom lazer, concentra um grande número de empregos e tem uma vida noturna fervilhante. 
Outra questão, que pra pra mim tem grande relevância, é a origem do dinheiro para a revitalização e seu destino. A máquina pública e lenta, cara a fadada a interferência de pessoas mal intencionadas. Quase todo mundo que conheço, reclama que os governos municipal, estadual e federal gastam dinheiro no local errado, deviam concentrar os recursos na educação, saúde e segurança, pois grandes obras é uma tentação pra corrupção. Essas mesmas pessoas são as que acham que a prefeitura e o estado deveriam fazer do Cais José Estelita um grande parque… 
Quando Jarbas inaugurou o José Estelita, em 1993, sobraram críticas de dinheiro mal usado, cabide de empregos, e a crítica mais interessante de todas: “A prefeitura deveria ter deixado que a iniciativa privada fizesse algo”. 
Hoje ao ver os protestos no local e o perfil dos “ativistas”, chego a achar engraçado. 
Espero um dia poder utilizar aquele local, que é um dos mais belos da cidade.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pais e Filhos.

Como pais, há momentos na vida em que pouco, ou nada podemos fazer. Temos que aceitar as decisões dos filhos mesmo quando desconfiamos que eles se machucarão, sofrerão e nós sofreremos solidariamente.
Isso é duro, principalmente quando se tem a convicção que nossos filhos não são nossa propriedade e temos que viver nossa vida e não a deles. 
Usamos parte de nossa vida passando valores aos filhos, de maneira que eles sigam suas vidas tropeçando menos que nós. Mas, sabiamente, eles acham que têm que viver suas próprias experiências e não as nossas, tem que sofrer suas próprias dores e decepções, e não as nossas. Afinal, isso faz parte do crescimento humano. 

Nessa hora,  os versos de "Renato Russo" passeiam sobre minhas lembranças. 
"Sou a gota d'água 
Sou um grão de areia 
Você diz que seus pais não entendem 
Mas você não entende seus pais. 
Você culpa seus pais por tudo 
Isso é absurdo 
São crianças como você. 
O que você vai ser 
Quando você crescer"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Qual a melhor maneira de acabar com uma tradição? 
A resposta é simples, antes de se consolidar. 
O Natal é por essência a época propícia para unir as pessoas, para que elas repensem seus conceitos e entendam as diferenças, de forma a que haja a união. 
Desde 2009, a Globo Nordeste, a PM-PE e o Gov. do Estado formaram uma parceria se união pra proporcionar um espetáculo que nos faria refletir sobre nossas raízes e o significado do evento Natal. 
Tal qual acontece com o Baile do Menino Deus e a Paixão de Cristo do Recife, as pessoas se avolumavam, Ano após ano, para assistir a uma projeção de poucos minutos e aproveitavam o evento para doar brinquedos e alimentos.
Ao final de cada projeção, observamos no roso dos expectadores a elegria estampada.

Este ano, resolveram acabar com essa que seria, em um futuro próximo, uma das mais belas (novas) tradições do Recife. 
A quem deveríamos agradecer isso? ...Ao descaso dos órgãos públicos com a imagem dessas instituições? ...a acomodação do povo, que se vê roubado todo dia e nada faz? 

 Para assistir ao vídeo da apresentação de2012, copie o link abaixo e cole no seu browser. 
http://www.youtube.com/watch?v=oRpSB_2_Fv4

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O que é e o que deveria ser.

Quando Tim Berners-lee pensou na internet, no início dos anos 1990, fez isso na intenção da criar um ambiente para troca de INFORMAÇÃO e desenvolvimento de IDEIAS, de tal forma que se pudesse melhorar a condição humana. 
Para ele, a www deveria ser um mega espaço para discussão e difusão do pensamento, um fórum sem fronteiras em tempo integral do conhecimento e das tecnologias que pudessem revolucionar o jeito de viver e de pensar das pessoas. 

Passado esse tempo, percebemos que a ideia romântica inicial, de um mundo sem fronteiras para o aprofundamento do conhecimento, tornou-se uma ficção científica. 
Isso aconteceu não pela quantidade ou qualidade, ou falta dela, das informações contidas nele, mas, pelo uso dessas informações e o destino dado as ferramentas criadas para isso. 
Encontramos ali uma infinidade de absurdos: notícias falsas, verdades pela metade, invencionices, pessoas assumindo a ideias dos outros como se fosse sua, outras pessoas atribuindo textos, (sem o menor valor científicos) e falsas descobertas  a famosos, que não tem absolutamente nada com aquilo. 
Encontramos ainda os chamados egoposts, ou exibição de ego, como queiram. São imagens de pratos, sapatos, bolsas, pulseiras ou frases como “hoje conhecí um gatinho...”, “saindo pra balada...”, correntes religiosas e aquelas maravilhosas “ganhe muito dinheiro sem fazer esforço”, que não contribuem em nada para a elevação do pensamento. 

O Orkut, por exemplo,  Foi uma vítima da banalização. As pessoas se reunião em torno de comunidades para discutir algo que lhes era comum. Mas, com o passar dos tempos, o foco dos assuntos foram sendo desvirtuados, acabando com o interesse. Isso está conduzindo este site de relacionamento ao ostracismo. Se observarmos com maia atenção veremos que o Facebook vai no mesmo caminho. 

Até em boas iniciativas, a exemplo do wikipedia, encontramos textos sem referências que lhe atribuam confiabilidade. 

Tudo isso arrasta o que tem de melhor na internet para o vala comum.

sábado, 9 de março de 2013

Transposição do São Francisco

Estive no sertão, por esses dias, e o cenário é de desolação. 
Animais mortos a beira da estrada ou nos cercados, vitimados pela seca, casas abandonadas por seus habitantes. O chão mais árido que de costume, onde nem o mato brado nasce, onde nem o mandacaru e a palma resistem. 
Vi também a tão prometida (sonhada pelos sertanejos) obra salvadora da transposição do Rio São Francisco, se esfarelar como os torrões de terra da área que ela deveria salvar.
  
Confesso que sou defensor dessa obra. Acredito que esse recurso, bem administrado, será, literalmente, a salvação da lavoura. Tenho conhecimento de projetos para implantação de fazendas de peixes e camarões de água doce, que além de aumentar a oferta de alimentos, gerarão emprego e renda, numa área onde emprego é tão raro quanto água. 

Contudo, o que vi me deixou apreensivo. A maneira como o projeto foi tocado me parece errada. A transposição vem sendo executada em blocos desconexos. Os cálculos da solução de engenharia, são feitos levando em consideração que canal trabalhará cheio. De outra forma, a dilatação das placas de concreto, impostas pelo calor, acarretará em quebra e fissuras, danificando-as em pouco tempo. 

Em alguns pontos, as obras aparentam abandono. Até os canteiros de obras parecem desativados. Mato pra todo lado, sem um operário na lida. As poucas máquinas que restam, quando ainda restam, estão sendo cobertas pelo mato seco. 

Dizem que os trechos foram escolhidos de acordo com a aproximação política do prefeito do município e dos interesses do governo federal, com fins eleitoreiros.


Se a solução adotada fosse a da construção em trechos contíguos, sequenciados a partir do Rio, com o canal sendo ativado a cada trecho pronto, parte de nossa tragédia humana seria amenizada. Porque se, segundo o Ministério da Integração Nacional, 40% das obras já estão prontas, teríamos a mesma proporção de área atendida pelas águas do Velho Chico, dando condição ao povo de plantar, colher e alimentar o gado.

Os especialistas do EMATER e do Ministério da Agricultura, preveem que, se as chuvas se regularizarem, levaremos de 6 a 10 anos para recompor a área plantada e os rebanhos da região.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que eu penso da internação compulsória para dependentes químicos.
Situações extremas exigem atitudes extremas,  
até que a normalidade retorne.

Realizei um trabalho numa cidade onde a realidade do crack é muito pior que a vivenciada aqui e a insegurança de andar nas ruas, relatada pelas pessoas de lá era tão assustadora quando a imagem dos zumbis que perambulavam pelos espaços públicos.
Dessa constatação percebi que dar (sensação) segurança aos trabalhadores, estudantes, turistas e demais pessoas é zelar pelos direitos humanos das pessoas que estão produzindo pela sociedade.
Não estou dizendo que os dependentes químicos devam ser tratados como uma "coisa". Afirmo que a sua dignidade de cidadão deve ser restaurada, tirando-o da marginalidade e recolocando ele no centro da cidadania, como alguém que produz algo para o seu semelhante. Para tanto deve receber tratamento, mesmo que contra sua vontade (se é que alguém numa especie de surto ou transe, possa ter vontade própria).

sábado, 24 de setembro de 2011

Sugestões para a reforma político eleitora.

Nossos excelentíssimos representes no congresso começam a discutir os rumos de nossa política.
Esse é um bom momento para pressionarmos eles para que tenhamos menos lama.
Eis aqui algumas sugestões, não só para o processo eleitora, como também no regimento interno das casa parlamentares:

  1. Fim das coligações. Essa terrível instituição só fortalece a corrupção. partidos de pouca ou nenhuma densidade eleitoral, se associam a partidos maiores para fazer número e eleger os mesmos caciques de sempre em troca de alguns cargos e acesso aos cofres públicos;
  2. Fim do voto proporcional. Pequenos partidos inscrevem muitos candidatos. Isso fez com que candidatos com 20 mil votos fossem eleitos enquanto que outro com 50 mil, não;
  3. Limitação do número de inscritos por partido a 50% do total de cadeiras disputadas;
  4. O senador, deputado ou vereador que desejar se afastar para assumir um gargo público deveria renunciar ao seu mandato;
  5. O senador, deputado ou vereador que atingir 10% de faltas injustificadas, relativas ao numero de sessões anuais de sua casa, perderia o seu mandato;
  6. Fim do voto secreto para parlamentares. O eleitor que deu sua procuração a um eleito tem o direito de saber se seu parlamentar está fazendo jus ao seu mandato. O compromisso maior do parlamentar é com seu eleitorado e não com seus pares;
  7. Reduzir a 2/3 o número de cadeiras para senadores e deputados federais, 1/2 para deputados estaduais e vereadores;
  8. Reduzir a 50% o número de assessores parlamentares.
  9. Políticos que tenham sido condenados em 1ª instancia já ficariam impedidos de assumir cargo públicos, até que fosse proferida sua sentença final;
  10. Políticos que tenham sido condenados, com sentença transitada em julgado, ficariam impedidos de assumir cargo públicos por 20 anos.
Há muitos outras sugestões e vou coloca-las nos próximas postagens.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

10 anos depois

Dez anos é muito tempo! E nesse período muitas das coisas que vivenciamos  sublima-se e acabamos por esquecer. 

No entanto, quando um fato é marcante nem acreditamos que tanto tempo já se passou, continuamos com aquela  sensação que foi ontem.


Continuo acreditando que os bombardeios a Hiroshima e Nagasaki foram
os primeiros e maiores ataques terroristas em grande escala da humanidade. 

Contudo, como eu não os presenciei, só os conheço por literatura e documentários, é difícil ter a percepção exata do que ele foi e representou para sua época.

Vivemos num mundo de informações globalizadas. Fatos que acontecem em lugares que nem se imaginam existir, entram pela televisão como se acontecessem do outro lado da janela e suas implicações também tem a mesma amplitude.


O 11 de setembro, me fez experimentar sensação de insegurança, um desconforto até então inédito pra mim.

Se o Tio San, com seu poder bélico, tecnologia, orçamento militar astronômico e tudo quanto é de mais moderno, não pode prever nem defender o país mais poderoso do mundo da audácia de um grupo de terroristas, o que será de nós do pais de Pindorama. 
Como um povo festeiro e até ingênuo poderia enfrentar uma ameaça dessa?

Há 10 anos convivemos (e aprendemos a lidar) com esse medo. Mas, nos chocamos quando vemos novamente as imagens e temos a certeza que os dias jamais serão com antes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Somos a soma de nossas vivências.

Revendo um dos meus filmes prediletos, “O curioso caso de Benjamin Button”, voltei a me encantar com uma das cenas mais intrigantes do filme, aquela em que ele conta como foi o acidente que incapacitou sua amada para a dança.
Isso me levou a pensar em que somo hoje o acúmulo de experiências e valores adquiridos ao longo de toda vida.
Dessa forma, aquela idéia de que cada efeito tem uma causa cai por água abaixo.
Dito isso, farei um pequeno exercício: Falava com minha filha mais velha que se eu tivesse tomado posse em um concurso que fiz a muito tempo atrás, nossa vida hoje seria muito mais confortável. Doce Ilusão.
Pra começar se tivesse tomado posse, teria me mudado pra outro estado. Em conseqüência, não teria conhecido a mãe dela. Se ela tivesse nascido eu não seria seu pai.... e daí por diante.
E pra completar, eu seria uma outra pessoa, com outros valores culturais, outros interesses, outros objetivos, outras ambições e outras verdades.
Não sei se seria melhor ou pior, mas com toda certeza seria outro.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Orquestra Cidadã dos Meninos do Coque

A Orquestra Criança Cidadã Meninos do Coque enfim terá uma sede.
Um terreno da marinha, próximo ao local onde hoje eles ensaiam e estudam, foi doado pelo Presidente Lula e a construção do prédio, com auditório para 700 pessoas, camarins, refeitório, salas de estudo e sala de troféus, será uma doação da construtora Odebrecht.
A Orquestra teve seu ponto de partida em 2006, quando a idéia do Maestro Cussy de Almeida foi acolhida pelo então Presidente do TJPE Juiz Nildo Nery e pelo Juiz Corregedor Dr. João Targino, que tiveram a sensibilidade para entender que este projeto mudaria a vida daquelas crianças e da comunidade.
Em 2008 os meninos fizeram uma apresentação, em Brasília, para o presidente quando foi oficializado o pedido do terreno para a construção da sede, que foi bem recebido pelo Presidente Lula.
Meu descontentamento se deve ao homenageado que emprestará o seu nome ao prédio. É injusto que o nome do Maestro Cussy de Almeida seja preterido contra quem quer que seja. Afinal de contas, a idéia surgiu dele ao visitar escolas de música para crianças na Ásia e trazer de lá o método Suzuki adaptando-o, com sucesso, a realidade brasileira. O seu empenho fez com que talentos fossem revelados e ocupassem pautas nos mais tradicionais endereços da música de concerto do Brasil.
Sua atitude proativa, fez ressurgir a autoestima na comunidade do Coque, com a apresentação da orquestra em programas de televisão de alcance nacional.

Para que haja justiça o nome da sala deverá ser Maestro Cussy de Almeida.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Na contramão da responsabilidade ambiental.

Uma das justificativas do governo para a redução do IPI para a indústria de veículos era que, além segurar os empregos dos metalúrgicos, isso seria bom para o meio ambiente pois, carros mais novos lançam menos poluentes na atmosfera.
É verdade que com os recursos tecnológicos os veículos novos poluem menos que os mais antigos.
Contudo, não é verdade que para cada veículo novo saídos das concessionárias um veículo velho deixaria de rodas nas ruas das nossas cidades.
Assim sendo, a frota total aumentou. Então temos veículos novos e velhos lançando resíduos no ar. Os carros velhos, vão para oficinas “pé de escada” e lá as peças velhas são descartadas em qualquer lugar, sem nenhum controle. O óleo e despejado nos esgotos, contaminando a água e o lençol freático.
Os carros velhos, que consomem gasolina, continuarão a abastecer seus tanques e jopgar chumbo e outros resíduos no ar. E os novos, que deveriam usar preferencialmente o etanol, não encontram nas bombas vantagem econômica para usá-lo como alternativa menos agressiva ao meio ambiente.
E por ai o Brasil e incentivado a poluir mais.

E quem sai ganhando? Os bancos, com taxas de 12% ao ano mais correção monetária(para financiamento das atividades produtivas); Os cartões de crédito, com taxas de 8% ao mês; As montadoras, com carros populares a mais de 15 mil dólares; As seguradoras; as multinacionais do petróleo; a industria do plástico; As construtoras, “consertando as ruas esburacadas.....

E por falar em discurso, o que pensar do pré-sal?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um paralelo sobre as emoções do futebol na política


Poucas foram as pessoas que não assistiram aos últimos capítulos do Brasileirão, que levou o Flamengo ao campeonato e o Curitiba ao rebaixamento.
As cenas vistas em todas as partidas tiveram elementos de fortes emoções, tanto do lado dos que obtiveram o sucesso quanto do lado dos que herdaram o fracasso.

Gostaria de parar de pensar exclusivamente no futebol para fazer um fazer um paralelo com as reações dos torcedores apaixonados por suas cores, levando essas emoções para situaçõs do nosso cotidiano e que nos deixam pensativos nopapel de nossos parlamentares.

Imaginemos a seguinte cena: No saguão do aeroporto uma “galera”, empunhado faixas e cartazes, gritando palavras de ordens contra a falta de ética, recepciona o seu “representante” no congresso, de forma enérgica por ter ele votado favoravelmente a um projeto, o qual havia se declarado contrário durante a campanha eleitoral. O deputado se escondendo, constrangido pela situação, tenta fugir por outra porta quando esbarra com outro grupo que cobria o seu plano “b” e recebe uma avalanche de ovos e tomates podres do tamanho da indignação do seu eleitorado.

Vamos agora imaginar o Inverso: No saguão do aeroporto uma platéia efusiva e ruidosa recebe aquele deputado que conseguiu aprovar um projeto que beneficia seu estado, atraindo empregos, renda, turismo e oportunidade de negócios. É conduzido ao seu carro nos ombros no povo, que o segue em uma carreata espontânea fazendo um buzinaço.

Comparando com a situação vivenciada pelas torcidas do Curitiba e do Flamengo os sentimentos foram bem próximos.
A diferença é que em si tratando do resultado de um campeonato pouco ou nada muda na qualidade de vida dos torcedores.
Mas, quando a situação é a política as interferências no nosso cotidiano são inúmeras e muito danosas. Mexe com a educação, saúde, economia e com as perspectivas de vida de toda uma comunidade. Afeta diretamente a nossa qualidade de vida.
O dinheiro arrecadado através dos impostos deve ter um fim público e não privado. Não pode ser arma de barganha de interesses pessoais. O seu destino é coletivo.

Por fim, vemos que o combustível que moveu o Flamengo ao título foi o amor de sua torcida. Esse foi o grande estímulo aos jogadores e equipe técnica.
Sua torcida cobrou dos que defendiam, dentro de campo, suas cores um melhor desempenho no momento em que o seu time não ia bem.
Prestigiou sua equipe na arrancada final e comemorou com ela o seu título.

Quanto aos torcedores do Coritiba, resta-lhes aprender com os erros.
Já dizia Tomas Edson: “Ainda não aprendi a fazer a lâmpada, mas já aprendi 2000 maneiras diferentes de como não fazê-la”.

Quanto a nós bichos políticos, resta-nos mostrar a aqueles em quem votamos que o controle remoto está em nossas mãos e que nas próximas eleições podemos reelegê-los ou jogá-los ao ostracismo, de acordo com o sentimento gerado por sua atuação e conduta.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Deu no Jornal (Diario On Line 27/11/09)

Uma vitória ambiental para o Recife.



Um avanço ambiental inegável para o Recife, mas cercado de informações conflitantes. É dessa forma que está sendo encarado, nos bastidores da política local, o episódio da aprovação por unanimidade do projeto de lei que proíbe a construção de uma usina de triagem e geração de energia através do lixo na área do Engenho Uchôa, na zona sul da cidade.
Ao mesmo tempo em que proíbe a instalação da usina pela PCR no local, o projeto de lei elaborado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara não prevê a proibição de outros tipos de empreendimento ou edificação nessa região.
Contrariando o desejo do prefeito João da Costa (PT) de construir uma usina que solucione o problema dos resíduos sólidos em parte do terreno de reserva de mata atlântica, todos os vereadores, inclusive os governistas, votaram pela proibição da unidade na tarde da última quarta-feira.
O projeto seguirá para análise do prefeito, que terá duas opções: sancionar ou vetar a matéria, que, no segundo caso, seria novamente votada pela Câmara Municipal, desta vez em caráter definitivo.
A discussão ganhou contornos diferentes desde o último dia 19, quando um consórcio de empresas apresentou ao prefeito do Recife um projeto de construção de um grande complexo imobiliário, incluindo um estádio de futebol para 30 mil pessoas destinado ao Clube Náutico Capibaribe, além de um hotel e um conjunto residencial. Orçado em R$ 300 milhões, o projeto privado ficaria numa área de 140 hetares entre a BR-101 e a Avenida Recife, no bairro de Jardim Uchoa, num perímetro próximo ao terreno destinado à usina de lixo.
Transformado em Área de Preservação Ambiental (APA) desde 1996, o Engenho Uchôa tem 192 hectares e engloba 12 bairros no Recife, entre eles Jardim São Paulo, Ibura, Areias, Tejipió e Barro. A APA inclui uma reserva ecológica estadual, de 20 hectares, criada pela lei municipal nº 9.989 de 1987. Os critérios de preservação levam em conta a proteção do relevo, do solo, do sistema hidrográfico e do meio ambiente urbano. Por representarem propostas antagônicas, especula-se que os projetos da usina de lixo e do empreendimento imobiliário não poderiam coexistir.
Enquanto isso, moradores do entorno lutam para que a área verde seja preservada e rejeitam as duas propostas. O líder da bancada governista na Câmara, Josenildo Sinésio (PT), afirmou que o projeto só foi aprovado por unanimidade porque a bancada governista estava concentrada na aprovação de outras três matérias prioritárias na mesma sessão. "Isso ainda envolverá muita discussão, mas eu tenho a impressão de que o prefeito veta essa proposta. Se o prefeito vetar, a bancada (governista) seguirá o veto dele", garantiu o petista, que também votou a favor do projeto de lei proibindo a usina.
Integrante da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o vereador da oposição Daniel Coelho (PV) preferiu ressaltar os danos ambientais que, segundo ele, a construção da usina de lixo causaria. "Essa aprovação vem num momento bastante simbólico". Integrado pelas empresas Lusoarenas, Camargo Correia, Patrimonial Investimentos e Conic Souza Filho, o consórcio privado que pretende construir o estádio do Náutico promete "reestruturar, reabilitar e requalificar uma área total de 140 hectares localizada no bairro do Jardim Uchoa".
A Prefeitura do Recife informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando receber o projeto.

A reservaEngenho Uchôa em números:
- Tem 192 hectares de área.
- Integra 12 bairros do Recife.
- Foi transformado em Área de Proteção Ambiental (APA) em 1996.
- A APA inclui uma reserva ecológica estadual de 20 hectares criada em 1987.
- Há 270 mil pessoas morando no entorno da mata do engenho.


Repoortagem de André Duarte para o Diário de Pernambuco On line.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Invisibilidade social e tribos urbanas


Dessa vez vou fazer diferente. Começarei nossa conversa contado uma piada.
________________________________________
Dois leões fugiram de um circo que se apresentava em Brasília. Na fuga um foi para o mato e o outro se escondeu numa repartição pública.
Quatro semanas após os dois foram recapturados.
Ao serem colocados na jaula, os dois se colocam de frente um ao outro.
O que fugiu para o mato estava magro, doente, fraco e estressado. O outro estava gordo, com pelo vistoso, bem descansado.
O que estava bem perguntou ao outro: O que aconteceu com você, meu amigo?
- Fugi para a mata. Lá na mata tive que fugir dos lenhadores clandestinos, dos refinadores de drogas e dos grupos de extermínio que iam desovar seus desapreços. Na mata não tem mais nada para caçar... Os rios estão poluídos...
Resultado fiquei tão fraco que não tive como fugir.
- E com você o que aconteceu?
- Eu fugi para uma repartição pública. Não precisava nem me esforçar para caçar. Lá tem um batendo no outro e ninguém se fala.
Um dia comia um assessor, noutro um coordenador, no final da tarde lanchava um estagiário... e como as pessoas não se importam com os outros, nem sabem que os outrso existem, não se sabia se o “colega” havia faltado ou está voando.
- E como é que você foi preso?
- Cometi um grave erro... Comi a mulher do cafezinho!
________________________________________
Hoje dois assuntos e entrelaçam: as profissões (e as pessoas) invisíveis e as tribos sociais.

O psicólogo Fernando Braga da Costa, durante 8 semanas vestiu um uniforme de gari e varreu as ruas de São Paulo para concluir sua tese de mestrado sobre invisibilidade pública. Nas ruas, onde colocava em prática sua teoria, foi ignorado por colegas de profissão, professores, alunos e muitas outras pessoas, sentindo na pele o que é ser tratado como um objeto e não um ser humano, só porque vestia um uniforme de gari.
Ele constatou que um simples “bom dia”, dados aos “invisíveis”, lhes dão a noção existência. Percebeu, também, que o trabalho silencioso deles nada mais é que uma defesa contra a indiferença dos circulantes.
O seu trabalho também constatou que:
• Toda ação repetida gera um hábito;
• Todo hábito muda o caráter e;
• A mudança de caráter muda o sentido de existência;

O professor da UFSE, Marcus Eugênio, defende a existência de, pelo menos duas, teorias que explicam as causas da invisibilidade social. Numa, as pessoas estariam tão familiarizadas com o ambiente que ele não produziria qualquer tipo de estímulo a elas. Essa teoria iguala as pessoas aos objetos do ambiente, principalmente aquelas pessoas com quem não interagimos.

Noutra teoria, a banalização do ser humano e está atrelada a despersonalização que os indivíduos sofrem em certas profissões como também na hierarquia social.

Os estudos desses dois profissionais inferem que as relações interpessoais estão ficando embrutecidas e que pessoas só exercitam o relacionamento pessoal com aqueles que participam de seu grupo social ou para satisfazer uma necessidade.

Esse fenômeno é quase que uma característica das grandes cidades onde o medo da violência e a busca pelas luzes do sucesso criam ilhas de isolamento.
Naquelas cidadezinhas de interior onde as relações não se baseiam em interesses pessoais, onde as pessoas são bem mais cooperativas e prestativas, onde as pessoas ainda cultivam colocar cadeiras nas calçadas e por em dia os assuntos, vemos que as pessoas se tratam como pessoas e não se importando com o que ela faz ou a que categoria, grupo ou tribo urbana ela pertence.



André Maia

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Profissões do passado com atualizações para o futuro


Não faz muito tempo, mas os supermercados não tinham a parafernália eletrônica que tem hoje. Entre os anos 70 e 80, os caixas de supermercado tinham que ter uma tremenda habilidade para digitar, valores e códigos em suas máquinas registradoras. Hoje operam um PDV, interligado a um terminal ótico, a uma balança digital e a um leitor de cartão, seja de tarja magnética ou chip. Isso fez com que a atividade de caixa fosse completamente modificada. O caixa de hoje (quase) não precisa mais digitar nada, a não se a quantidade repetida de um item. Apenas ele expõe o código de barra do produto ao leitor e a sua frente ele já tem o item e o seu valor unitário. Ao fechar a compra, lhe é dado o valor total. Se pago em dinheiro, ai sim ele tem que digitar um pouquinho, informa o valor recebido e lhe é apresentado o troco a ser passado.
E os mecânicos, quanta diferença. Hoje sua principal ferramenta é um pequeno computador portátil, que lê na central de comando dos veículos os registros dos sensores, e aponta o que há de errado ou para falhar em breve. Antigamente, cerca de 20 anos atrás, era bem diferente. Quase tudo se baseava na experiência do mecânico e a solução vinha pelo método da tentativa e erro.
Os vendedores substituíram os seus blocos de pedidos por palmtop e tem conectividade para colocar os pedidos na linha de produção “on time”.
E o chaveiro, quem diria que poderia ser atualizado. Há no mercado atual cortadoras de chaves baseadas em CNC e corte por imagem, com duplicação de códigos eletrônicos (chips). Os fabricantes de carimbos os fazem diretamente num editor gráfico integrada a uma máquina faz o corte da borracha.
Porcesso semelhante acontece nas gráficas. Imensas plotadoras fazem o serviço das antigas prensas.
Os desenhistas, não pegam mais em canetas de nanquim, nem têm mais que saber manusear uma régua T, esquadros e transferidores. Hoje com os programas de CAD usam só uma tela de computador, um mouse e uma mesa digitalizadora.

Outra profissões não tiveram essa chance. Amoladores de tesoura, afiadores de facas, sineiros e reparadores de panelas.
Essas profissões se tornaram tão descartáveis quanto os produtos que elas beneficiaram um dia.
Quanto ao trabalho no campo, a modernização vem sendo caracterizada pela troca do homem pela máquina e não por sua qualificação e especialização, podendo neste caso, a modernização ser considerada uma atividade predatória.

André Maia

terça-feira, 7 de julho de 2009

Empregos do futuro - Max Gehringer

Transcrição da Coluna de Max Gehringer, para a RádioCBN, em 3/6/2009.




Quais são as profissões do futuro? Pergunta um ouvinte.
São três áreas: Informática, administração e os ramos mais conhecidos da engenharia!
Em relação aos formandos, essas são as áreas que mais geraram empregos nos últimos 10 anos e continuarão a gerar nos próximos 10.
Certamente você já deve ter lido vários artigos listando profissões poucos conhecidas. Na internet, basta uma simples busca para encontrar algumas delas, como: Engenharia do petróleo, engenharia ambiental, técnico florestal ou técnico de recursos hídricos.
Sem dúvida essas são profissões do futuro. Mas, a pergunta que se deve fazer é outra: Essa é uma profissão que me dará futuro? Quando eu estiver com o diploma nas mãos serei procurado por empresas que oferecem vagas nessas áreas?
Ai, a resposta é NÂO.
Isso porque o número de formando nessas áreas será bem superior ao número de ofertas de empregos e a corrida pela vaga será decida daquela maneira que chamamos de “Isso não é justo”. Ou seja, a limitada ofertas de vagas oferecidas será conquistada pelos alunos mais brilhantes das universidades mais famosas ou por candidatos não tão brilhantes que conhecerem profissionais que possam indicá-los diretamente a ocupar uma daquelas vagas.
Isso significa, em números aproximados, que 8 em cada 10 formandos, das chamadas profissões de futuro, não terão futuro em suas profissões. E o que é pior, o jovem que começa a trabalhar em uma área administrativa e opta por um curso de nome atrativo acabará por não estudar aquilo que já faz e, mais tarde, não conseguirá fazer aquilo que estudou, ficando em posição de desvantagem na carreira em relação aos colegas que estudaram e se aperfeiçoaram naquilo que já faziam.
Em resumo: quando uma profissão ganha o apelido de profissão do futuro, imediatamente um grande número de escolas passa a oferecer cursos e a caprichar na propaganda para atrair interessados. Quatro ou cinco anos depois, a maioria dos estudantes descobrirá que as chances efetivas, de encontrar emprego na área serão mínimas e terá que procurar empregos em setores que oferecem mais vagas mas, tendo nas mãos um diploma que nada terá a ver com a função.
Isso não quer dizer que um jovem não deva considerar um curso pouco usual, mas, ao se matricular nele, precisa estar consciente que precisará mais que o diploma para conquistar uma vaga.

Max Gehringer (3/6/09)