Mostrando postagens com marcador analise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador analise. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Carta ao meu passado

Comecei esse texto em 2012, mas por diversas razões fui adiando sua conclusão e modificando-o tão profundamente que era o mesmo que escrever algo completamente novo. Porém, a ideia central foi sempre a mesma: Escrever para mim mesmo trinta e cinco anos atrás, tentando me dar conselhos que certamente eu não ouviria.

E ai, André? Quanto tempo!
Você pode até não acreditar, mas você sou eu ontem, a trinta e cinco anos atrás.
Sei que pode parecer loucura, mas acredite, essa carta voltou no tempo pra te contar algumas coisas e te pedir outras.
Em 1977, eu tinha vinte anos, ou melhor você tem vinte anos. Vinte anos é uma idade mágica. Aos vinte, agimos como super heróis, imortais, invencíveis e intocáveis. Achamos que podemos tudo, que somos adultos e donos de nosso destino, desconhecemos limitações e afrontamos qualquer forma de autoridade, afinal de contas, nesta idade somos donos da verdade, temos a certeza mais idiota do mundo que sabemos de tudo. Contudo, ainda vivemos como adolescentes, com pouca ou nenhuma responsabilidade e convivemos com uma insegurança, que negamos ter. Vai por mim, cara. Nessa idade, estamos prontos para começar a aprender a viver. Nessa idade estamos aptos para fazer as escolhas erradas.
Não espere que quando você tiver minha idade fará tudo certo. Independentemente da idade que tivermos, continuaremos sendo humanos falhos, loucos para fazer a coisa certa. Mas, aprendemos a valorizar o erro como um aprendizado. Entendemos que errar é natural.
Hoje, aos 55 anos, me sinto, e você se sentirá, fazendo vestibular para a melhor idade. Com muitas responsabilidades, ponderando a maior parte de nossas atitudes. Com uma cabeça “ótima” mas com um corpo já cheio de limites, que insistimos em ignorar.
Juro por tudo que me bateu uma dúvida: Se nós somos um só, somos (quase) a mesma pessoa, separadas pelo tempo, devo falar de nós no singular ou no plural? Somos quase o mesmo pois muitas das nossas certezas serão descartadas, mas, muito da nossa essência permanecerá.
Em 1977, gastávamos mais tempo nos divertindo que planejando o futuro e cuidando da saúde. E hoje, 35 anos depois, eu sou prova viva que o nosso mundo não acabaria naquele instante. Hoje, passamos mais tempo tentando reverter os efeitos daquela época pra tentar ter um pouco mais de futuro.
Não se assuste com o que vou dizer, pois não é intenção minha causar-lhe receio das experiências de vida, mas, os dissabores, as decepções e os erros serão meu presente (ou seu futuro), quanto as alegrias e acertos. Eles serão o concreto mais forte para a edificação de nossa personalidade.
Vamos nos decepcionar com muitas pessoas, mas isso nos fará entender que este sentimento não está no outro, mas em nós mesmos, nas expectativas que geramos, naquilo que idealizamos e não no que recebemos.
Peço que dê mais atenção a nossa mãe, pois, nem as mães são para sempre. Passei mais com ela, viaje mais, vá, com ela, assistir mais shows, ela ama a Orquestra Sinfônica do Recife. Assista mais filmes com ela, mesmo sabendo que ela adora filme de ação e nós de humor. Isso deixará a parede de nossas lembranças mais decoradas e é a melhor maneira de lhe prestar uma homenagem.
Muitas pessoas passam por nossa vida, mas poucos ficam. Esses poucos são os amigos. Deixe o tempo filtrar quem deve ficar. Os amigos, os verdadeiros amigos, ficarão, apesar de nossa franqueza, as vezes rude. 
Agora, não perca a oportunidade de dizer-lhes o quanto são importantes para nós. Pois, em dados momentos de nossa vida não estaremos tão próximos deles e mesmo assim eles precisarão de nós e nós deles. E quando se está mal, um dos melhores remédios é saber que alguém acredita e confia em nós e que faria de tudo para estarmos bem.
O tempo cuidará de nos afastar de quem gostamos. Mas, se encarregará de nos apresentar gente nova, com ideias novas, que nos fará refletir sobre nossos valores. E, novamente, nos afastará, seguindo um longo ciclo de chegadas e partidas. E essas idas e vindas te mostrará como é prazeroso o REver, REencontrar, REsgatar, REaproximar, REviver... 
Olha, tenha cuidado com o nosso humor. Vamos magoar pessoas importantes para nós e isso nos deixará triste. Eles levarão muito tempo para entender que nosso humor é a maneira que temos de dizer nossa verdade e não era nossa intenção ferir ou magoar. A ironia muitas vezes é uma faca afiada.
Não vou te contar o que foi bom nem o que foi ruim nesses 35 anos que nos separam. Você terá que descobrir sozinho. Contudo, garanto que o caminho percorrido é o que me levou a te (me) procurar. Não sei se percorrendo outro caminho estaria mais ou menos feliz que estou (estamos) hoje. Mas com toda certeza sou (somos) feliz(es)… E isso é o que importa. 

Obrigado por me transformar no que somos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Perfeccionismo é um defeito muito feio


O perfeccionismo é um defeito muito feio e o perfeccionista é um "chato perfeito". 

O perfeccionista é aquele cara que fica dizendo o tempo todo: "não esta bom...  não está bom".  Em momento algum ele diz: "Pode ficar melhor!".
Ele também tem uma dificuldade enorme de escutar opiniões, pois acredita ser o que mais se aproxima da perfeição, apesar de saber que é imperfeito.
Qualquer coisa que seja dita, por quem quer que seja, ele já tem uma resposta pronta: "Isso não vai dar certo"
Essa atitude contamina e se alastra e em pouco tempo temos uma legião de insatisfeitos e desmotivados. 

A perfeição, por se tratar de uma utopia, deve ser uma meta de longo prazo (e põe longo nisso).
Quando temos algo que atende as necessidades, devemos nos contentar e por no mercado imediatamente, para não perder o "time" do negócio. Feito isso, devemos exercitar nossos sentidos, ouvindo e vendo os sinais dos clientes e dos concorrentes, de forma a entender de que forma devemos melhorar, criando um ciclo de melhoria continua. Afinal, nossos serviços e produtos tem a finalidade de atender as necessidades dos outros e não as nossas.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Blog ou Clipping?

“Diário de bordo: data estelar 1513.1. Nossa posição, órbita do planeta M-113. A bordo da Enterprise, Sr. Spock, temporariamente no comando. No planeta, ruínas de uma civilização antiga e desaparecida há muito tempo...”
A série Jornada nas Estrelas começava com o Capitão Kirk relatando a situação da USS Entreprise e sua tripulação em seu diário de bordo.

E você então me pergunta: O que é que isso tem haver com o tema da postagem, Blog ou Clipping?

É bem simples. Bog é o diário de bordo de um internauta. Ele registra ali o que ele pensa sobre o que esta acontecendo no planeta. Não que um blog tenha que ter a formalidade de um diário de bordo, mas ele tem que representar a vivência de quem o escreve.

Blog é uma palavra que surgiu, primeiro pela união e depois pela simplificação da pronúncia da união de outras duas, WEB (que vem da REDE) e LOG (diário de registros).


A idéia central do blog é registrar as opiniões a cerca dos fatos do cotidiano, sob a ótica que quem está escrevendo. Assim, quem faz um blog analisa os fatos de acordo com seus valores éticos, morais, religiosos e econômicos, e tenta contribuir para a formação de opinião.


Já o clipping não tem o caráter da personalização da informação. É a simples garimpagem de notícias, nas mais diversas fontes, para repercussão. É a supervalorização do copiar e colar.
Sua origem está nas empresas que precisavam fazer um álbum de recortes com as notícias que afetavam a organização.
Contudo, o pior dos males que esses “clippeiros” disfarçados de “bloqueiros” cometem é não dar o crédito a quem tem o direito, omitir a fonte.
A grosseria é tamanha que dá pra pensar: Ele realmente leu o que copiou ou escolheu o que copiar pelo título, sem dar a mínima para o conteúdo?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O papel das leis para a sociedade

Pouco após a promulgação da constituição de 1988, Dr. Barbosa Lima Sobrinho em entrevista disse: “As leis devem refletir os costumes, cultura e desejos de um povo”

O artigo 61 da CB de 1988, regulamentado pela lei 9.709 de 1998, permite a apresentação de projetos de lei por iniciativa popular, além do poder executivo e legislativo. No caso da iniciativa popupar, a constituição exige como procedimento a adesão mínima de 1% da população eleitoral nacional, mediante assinaturas.
Este ano tivemos a rara oportunidade de ver aprovada uma Lei De Iniciativa Popular, a chamada Lei da Ficha Limpa, assinada por mais de 2 milhões de pessoas, que agiram dessa forma expressando o seu desejo de ver fora da política pessoas com desvio de conduta pública.
Agora, os DEUSES do Olímpo, sob a forma de ministros do STF, querem fazer um entendimento diferente daquilo que foi nossa vontade.

Essa atitude nos deixando frustrados.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Deu no Jornal



A BBC Brasil informou, nesta quinta feira (9/9/2010), que o Brasil aparece em 58° lugar em uma lista sobre a competitividade econômica entre 139 países. Nesta avaliação o Brasil aparece duas duas posições abaixo de sua colocação em 2009. O seu melhor item de avaliação é o tamanho do mercado (10º no ranking) e os piores são os itens de ambiente macroeconômico (111º), que tem entre outros subitens a distribuição de renda e renda percapta, e eficiência do mercado de bens (114º), que avalia os custos de transporte e armazenamento, aproveitamento de matéria prima e controle de efluentes.
O Brasil é colocado pelo WEF no grupo de países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionado pela eficiência.

O ranking atual é liderado pela Suíça, que manteve a posição do ano passado, seguida pela Suécia, que subiu duas posições, e por Cingapura, que manteve o terceiro posto. Os Estados Unidos caíram do segundo lugar em 2009 para o quarto lugar nesta avaliação. Entre os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), ocupamos a penúltima posição. A economia chinesa é a que está em melhor posição, ocupando a 27ª colocação. A Índia aparece no 51º lugar, enquanto a Rússia manteve a 63ª posição.
Na América Latina, o Chile é o que tem a economia mais competitiva, segundo na 30ª posição global.
A organização avalia que a melhora da situação do Brasil nos últimos 20 anos, período em que subiu 16 posições no ranking, se deve aos esforços para alcançar a estabilidade econômica, a liberalização e a abertura da economia, além da redução da desigualdade, entre outras coisas.
Os itens avaliados pela WEF são divididos em três categorias:

  • Requisitos básicos, que inclui infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária);
  • Promotores da eficiência, que inclui educação secundária, treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, preparo tecnológico e o tamanho do mercado), e
  • Fatores de inovação e sofisticação, onde são avaliadas a sofisticação empresarial, inovação entre outros atributos.

Fonte: BBC- Brasil www.bbc.co.uk/portuguese. (Acessado em 9/9/2010)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A curiosidade como alavanca do conhecimento.


Algumas atitudes das crianças me deixam ate com certa inveja: A curiosidade, a abrangência de sua vontade de conhecer e a falta de medo de errar.

Para Murilo Juchem, “a curiosidade cumpre seu papel de alavanca que impulsiona o homem a buscar a informação e, através desta, a construir o conhecimento”

Ninguém dá conhecimento a ninguém. O que fazemos é dar informações e quem as recebe tem a condição de transformá-la em conhecimento através da análise, da compreensão, do experimento e da incorporação dela aos seus conceitos.

É nisso que as crianças nos dão verdadeiras lições.
Estão sempre observando o mundo a sua volta, dispostos a absorver o máximo de informação possível.
Não tem um ponto fixo de curiosidade. O que aparecer a sua frente é algo a ser investigado e explorado.
Se durante a experimentação algo não sair a contento, começa novamente ou abandona porque não lhe deu satisfação ou foi instigante o suficiente.

E o que nós fazemos com nossos filhos? Durante o seu crescimento forçamos a instalação de filtros que os fazem “aprender” que o mundo é cheio de normas e critérios, métodos e disciplinas. E assim vamos tolhendo a curiosidade, limitando sua criatividade.

Outro ponto em que os pequenos nos dão um banho é na capacidade de compor novos grupos. Mas esse assunto fica para um outro encontro.

sábado, 4 de julho de 2009

Business intelligence



"O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país e os portadores desses recursos são as pessoas." (peter Duke)
Então, o conhecimento consiste na capacidade de interpretar as informações e não no mecanismo e processos de armazenagem de dados.
A partir dos anos 80, o termo Business Intelligence, ou simplesmente BI, passou a ser adotado como definição ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte a gestão de negócios.
Em bom portugues, a Inteligência Empresarial, ou inteligência Organizacional, deseja realçar as habilidades das corporações através da coleta e exploração das informações, tratando-as de forma adequada ao mercado que explora para a tomada de decisão.
Normalmente as organizações só coletam informações com a finalidade de avaliar o ambiente empresarial. Quando muito, fazem algumas pesquisas de marketin para identificar o ambiente competitivo.
Contudo, as organizações que buscam verdadeiramente a competitividade, fazem da gestão do conhecimetno uma ferramenta para adquirir vantagem competitiva, podendo considerar a inteligência organizacional como o ponto central para ganhar agilidade e assimilar tendencias.
Aguns estudiosos consideram que o BI realça o que é realemente importante, dentro do conjunto de informações que a organização detém, para o negócio. Dessa forma, o BI deve ser interpretado como um sistema de apoio a tomada de decisão.
Há quem diga que o princípio básico do BI está em "A Arte da Guerra" (Sun Tzu). Apesar de não ser especificamente dirigido aos negócios, ali está escrito que o sucesso depende do conhecimento das virtudes e fraquezas, tanto próprias quanto dos oponentes.
Pode até parecer obvio, mas a implentação do BI depende do grau de maturidade da organização. Ela deve se conhecer, conhecer seu mercado e parceiros, ter estratégias e metas bem definidas para poder se conhecer melhor, conhecer o mercado mais profundamente e com um bom programa de BI as organizações podem se antecipar aos problemas e se planejar para aproveitar melhor para as oportunidades futuras.
André Maia