segunda-feira, 25 de abril de 2016




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Assití um vídeo, onde um deputado do PSC afirma que a nação brasileira é cristã. 

Eu sou cristão! Mas, mas discordo dessa afirmação.
Nossa rica e bela nação tem multiplicidade de fê. Cristão se somam a budistas, umbandistas, gente do candomblé, muçulmanos, espiritas, espiritualistas e agnósticos. 
Isso reflete a formação de deste povo, com origens espalhadas em todo o planeta. 
Nosso único ponto de convergência  é que a base de tudo isso é a família. A família não é um elemento exclusivo da fé cristã. Ela é principalmente característica do ser humano, a pesar de não exclusiva.
Um casal morava numa rua a muito tempo. Dessas ruas que pouco muda. 
Quanto chegam novos moradores para a casa vizinha a sua. 
No segundo dia após a mudança, a mulher fala pro seu marido: Nossa nova vizinha não sabe lavar roupas. Veja no varal como estão manchadas... 
No terceiro dia, com ar muito incomodado, a mulher fala, novamente, ao marido: Eu imaginava que a roupa estava manchada por causa da correria em arrumar as coisas da mudança, mas não. Ela não lava roupa direito, mesmo! 
E assim passou o tempo, até que uma semana de pois ela diz ao marido: Até que enfim ela aprendeu a lavar a roupa... Estão limpas, sem manchas! 
O marido responde: Não, querida, não foi bem isso que aconteceu... Eu lavei as nossas janelas....

sábado, 24 de outubro de 2015

O que foi que eu fiz?

Comumente nos deparamos com situações as quais não compreendemos porque continuam assim.
Os tempos mudaram, mas, certos costumes não mudam.

Certa feita fui a casa de um amigo para ajudá-lo com um problema em sua rede. Naquele tempo as redes de computadores eram feitas com cabo e por isso mesmo levei minha maleta de ferramentas.  
Ao chegar no prédio, o porteiro interfonou para o apartamento e me indicou o elevador de serviço, para que eu não esbarrasse com um morador.   Ri, dizendo:  "Não estou aqui como um trabalhador, mas um convidado. Porém, para não lhe causar algum inconveniente vou por lá mesmo.... Só pra não pô-lo numa saia justa".   Preferi me acomodar. 

Noutro momento, Ao estacionar meu carro numa rua, em frente a um salão de beleza, e a proprietária saiu de lá nas carreiras dizendo dizendo em voz alta e intimidadora: "O senho não pode estacionar ai. Esta vaga é reservada para clientes do salão!". Comecei um dialogo com ela: Senhora, a rua é pública e, sendo pública, está a disposição de qualquer pessoa e não apenas seus clientes". 
Grosseiramente ela respondeu: Mas, se seu carro aparecer arranhado eu não tenho nada com isso.
Por sorte minha ( e põe sorte nisso ) ia passando uma viatura da Polícia Militar. Eu pedi para que parasse e perguntei ao oficial:  
- As vagas de estacionamento desta rua são reservadas?
- Não, cidadão.   Porque a pergunta?
- Esta senhora esta dizendo que as vagas são reservadas para os clientes dela e se eu colocar o carro aqui ele poderá aparecer arranhado.  Eu entendi isso como uma ameaça.
- Senhor,  Estacione o carro no local que quiser e se acontecer alguma coisa, nos procure no posto da PM, pois já estamos cientes da ameaça e tomaremos as medidas necessárias. 
Agradeci a interferência e eles seguiram para o posto, que ficava a uns 200 m.
A dona do salão ficou assustada, "Não devia ter chamado a polícia.  Nós resolveríamos de outra maneira....".   
Como de outra maneira?  A senhora já havia ameaçado de arranhar o carro!  Comecei a fotografar o carro com ela junto.  E encerrei a conversa: Espero não ter que tomar outras providências e que possamos ter uma convivência civilizada. Boa noite.
Neste caso resolvi enfrentar 

O tema central de nossa conversa deveria ser "Porque certas coisas não mudam" mas, ele se resume na pergunta "O que foi que eu fiz para mudar as coisas?"

Digo para nossa reflexão  que é muito conveniente para nós evitar o envolvimento, principalmente quando o fato não nos atinge. E mesmo quando nos envolve, procuramos uma outra saída que não o enfrentamento do problema, evitando desgastes pessoais e ficar na berlinda e sem envolver terceiros. Mas isso não ajuda a mudar as coisas.
Porém, ao tomar as rédeas da situação, podemos não resolver, mas, plantamos a semente da mudança.








segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Aniversário.

Um imperador, curioso com a cor da barba e cabelo de seu conselheiro, perguntou-lhe:

- Quantos anos tens?

- Senhor, tenho todas as idades de minha vida...
Tenho a idade de quando era recém nascido, pois a fragilidade da vida nos acompanha...
Tenho as idades de minha infância, pois ainda me encanto com as coisas simples e com a alegria verdadeira...
Tenho, também, as idades de minha juventude, na vontade insistente de aprender tudo e conhecer todos.
Guardo ainda as idades de minha vida adulta, na capacidade de me apaixonar e me desiludir.
Vivo intensamente as idades de minha velhice, quando diante de tudo o que aprendi, reconheço o que pode dar certo ou errado...
Todas elas pois as guardo em minhas memórias...
Mas, na verdade, tenho os anos que me restam e farei eles valerem a pena.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

EP - 0 - Carta ao meu passado

Comecei esse texto em 2012, mas por diversas razões fui adiando sua conclusão e modificando-o tão profundamente que era o mesmo que escrever algo completamente novo. Porém, a ideia central foi sempre a mesma: Escrever para mim mesmo trinta e cinco anos atrás, tentando me dar conselhos que certamente eu não ouviria.

E ai, André? Quanto tempo!
Você pode até não acreditar, mas você sou eu ontem, a trinta e cinco anos atrás.
Sei que pode parecer loucura, mas acredite, essa carta voltou no tempo pra te contar algumas coisas e te pedir outras.
Em 1977, eu tinha vinte anos, ou melhor você tem vinte anos. Vinte anos é uma idade mágica. Aos vinte, agimos como super heróis, imortais, invencíveis e intocáveis. Achamos que podemos tudo, que somos adultos e donos de nosso destino. Desconhecemos limitações e afrontamos qualquer forma de autoridade, afinal de contas, nesta idade somos donos da verdade, temos a certeza mais idiota do mundo que sabemos de tudo. Contudo, ainda vivemos como adolescentes, com pouca ou nenhuma responsabilidade e convivemos com uma insegurança, que negamos ter. 
Vai por mim, cara. Nessa idade, estamos prontos para começar a aprender a viver. Nessa idade estamos aptos para fazer as escolhas erradas.
Não espere que quando você tiver minha idade fará tudo certo. Independentemente da idade que tivermos, continuaremos sendo humanos falhos, loucos para fazer a coisa certa, mas, continuaremos errando. 
Mas, aprendemos a valorizar o erro como um aprendizado. Entendemos que errar é natural.
Hoje, aos 55 anos, me sinto, e você se sentirá, fazendo vestibular para a melhor idade. Com muitas responsabilidades, ponderando a maior parte de nossas atitudes. Com uma cabeça “ótima” mas com um corpo já cheio de limites, que insistimos em ignorar.
Juro por tudo que me bateu uma dúvida: Se nós somos um só, somos (quase) a mesma pessoa, separadas pelo tempo, devo falar de nós no singular ou no plural? 
Somos quase o mesmo pois muitas das nossas certezas serão descartadas, mas, muito da nossa essência permanecerá.
Em 1977, gastávamos mais tempo nos divertindo que planejando o futuro e cuidando da saúde. E hoje, 35 anos depois, eu sou prova viva que o nosso mundo não acabaria naquele instante. 
Hoje, passamos mais tempo tentando reverter os efeitos daquela época pra tentar ter um pouco mais de futuro.
Não se assuste com o que vou dizer, pois não é intenção minha causar-lhe receio das experiências de vida, mas, os dissabores, as decepções e os erros serão teu futuro (ou meu presente). 
Quanto as alegrias e acertos. Eles serão o concreto mais forte para a edificação de nossa personalidade.
Vamos nos decepcionar com muitas pessoas, mas isso nos fará entender que este sentimento não está no outro, mas em nós mesmos, nas expectativas que geramos, naquilo que idealizamos e não no que recebemos.
Peço que dê mais atenção a nossa mãe, pois, nem as mães são para sempre. Passei mais com ela, viaje mais, vá, com ela, assistir mais shows, ela ama a Orquestra Sinfônica do Recife. Assista mais filmes com ela, mesmo sabendo que ela adora filme de ação e nós de uma boa comédia. Isso deixará a parede de nossas lembranças mais decoradas e é a melhor maneira de lhe prestar uma homenagem.
Muitas pessoas passarão por nossa vida, poucos ficarão. Esses poucos são os amigos. Deixe o tempo filtrar quem deve ficar. Os amigos, os verdadeiros amigos, ficarão, apesar de nossa franqueza, as vezes rude. 
Agora, não perca a oportunidade de dizer-lhes o quanto são importantes para nós. Pois, em dados momentos de nossa vida não estaremos tão próximos deles e mesmo assim eles precisarão de nós e nós deles. 
Quando se está mal, o melhor remédio é saber que alguém acredita e confia em nós e que faria de tudo para estarmos bem.
O tempo cuidará de nos afastar de quem gostamos. Mas, se encarregará de nos apresentar gente nova, com ideias novas, que nos farão refletir sobre nossos valores. E, como num círculo vicioso, novamente, os levarão para longe, seguindo um longo ciclo de chegadas e partidas. 
Essas idas e vindas te mostrará como é prazeroso o REver, REencontrar, REsgatar, REaproximar, REviver... 
Olha, tenha cuidado com o nosso humor. Vamos magoar pessoas importantes para nós e isso nos deixará triste. 
Eles levarão muito tempo para entender que nosso humor é a maneira que temos de dizer nossa verdade e que não era nossa intenção ferir ou magoar. A ironia muitas vezes é uma faca afiada.
Não vou te contar o que foi bom nem o que não foi nesses 35 anos que nos separam. Você terá que descobrir sozinho. Contudo, garanto que o caminho percorrido é o que me levou a te (me) procurar. Não sei se percorrendo outro caminho estaria mais ou menos feliz que estou (estamos) hoje. Mas, com toda certeza, sou (somos) feliz(es)… E isso é o que importa. 

Obrigado por me transformar no que somos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A que me remete o #ocupeestelita. 

          A maioria de nós resiste, desde criancinha, a inferências que fazem sobre o nosso destino. Queremos escolher nossos amigos, nosso esporte favorito, nosso time do coração, nosso lazer, nossos gostos pessoais e não aceitamos as imposições externas. 

         Coisas como “você deveria fazer isso ou aquilo”, nos causa um profundo desconforto e não raro, nos opomos, seja reagindo negativamente ou, simplesmente, dando a essa “orientação” um desprezo. 
Diante dessa constatação, nunca entendi como certos grupos se acham no direito, e no dever, de impelir o seu “mundo idealizado” por eles para todos.   Onde está escrito que a minha verdade é melhor que a do outro?
Leio um monte de opiniões de gente que não mora em Recife e também, que moram mas não se conformam com as mudanças.   A quase totalidade não conhece a realidade das pessoas que moram em São José. Mal conhecem a cidade como turistas, pois só frequentam bons hotéis e restaurantes de luxo e se arvoram a dizer o que é bom. 
         Todas as opiniões, dos dois lados, desconsideram o que o povo do lugar pensa. É como se obrigassem todos a usar amarelo, só porque é sua cor favorita. E de forma autoritária dizem: O que estou te propondo é bom para você, porque é bom para mim. 
Nunca perguntam "O que você quer"? Perguntam, sim: “Você não acha que ter isso, é bom? ”. Agem de forma a induzir os outros a aceitar aquilo que eles pensam, como se tivessem legitimidade para tanto. Quem os legitimou? Quem os conduziu até aquela posição de “líderes”? Quem lhes conferiu o poder de responder pelos outros? 
Essas indagações sempre me inquietaram, desde o tempo em que fazia política estudantil, na UFPE (e faz muito tempo), quando fazer política, era algo perigoso, principalmente dentro de universidade. 
Essa mesma inquietação voltou a baila em toda essa questão sobre o Cais José Estelita. Algum desses que posam de líderes e donos da verdade  já perguntou (SEM INDUZIR A RESPOSTA NA PERGUNTA) o que a comunidade pensa sobre a construção dos prédios naquele lugar? Alguém do Consórcio chegou a fazer o mesmo, para identificar se ali existe a “mão de obra” para os empreendimentos que “irão surgir”? Será que se pensou em qualificar as pessoas do bairro para o nicho de mercado que “vira”? 

Eu pessoalmente penso que algum emprego é melhor que emprego algum.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cais José Estelita.


No capítulo I, Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, Constituição Brasileira de 1988, no seu parágrafo XIII, afirma que “a propriedade atenderá a sua função Social”. 

Mas o que viria a ser essa tal de função Social? 
Aproveitando uma definição da sociologia, função social é a contribuição que um fenômeno provê a um sistema maior do que aquele ao qual o próprio fenômeno faz parte. 
Assim sendo, moradia, emprego, renda, mobilidade, segurança, educação e lazer são alguns elementos que podem compor a tal função social. 
Agora vamos entrar no assunto propriamente dito: O Cais José Estelita é uma área de armazéns da antiga RFFSA para granéis sólidos, Melaço e açúcar, que hoje é uma das áreas mais decadentes do Recife. 
Parte de sua finalidade foi anulada quando o extinto IAA, para dar maior agilidade no embarque de Açúcar, Álcool e Melaço, construiu no Porto do Recife o terminal açucareiro. No final da década de 1980 deixou de ter a função de armazenagem e passou a ser apenas o terminal de manutenção de trens e depósito de sucata de trilhos, dormentes, vagões e outras coisas da ferrovia. 
O local, também, um dia foi conhecido por “Raia do Cabanga”, pois ali aconteciam as provas de remo, onde as principais agremiações do Recife competiam. A falta de segurança e a decadência do remo em Pernambuco fizeram com que as provas deixassem de ser realizadas ali. 
Em 1993, o Jarbas Vasconcelos, prefeito, tentou dar utilidade aquela que era uma das vias de acesso a Zona Sul da cidade, fazendo a revitalização do cais, com a construção de uma passarela, com visual romântico e a pintura dos armazéns, transformando aquelas paredes abandonadas numa espécie de mosaico colorido. O local ficou tão bonito que passou a ser utilizado como fundo fotográfico para registros pré nupciais e de debutantes. No entanto, o abandono causado pela falta de utilidade prática e social, levou o local para um outros tipos de encontros. Passou a ser um local frequentado por marginais, prostituição, ponto de consumo de drogas. Em resumo: Um local a ser evitado. 
Quero reforçar uma ideia: O visual da bacia do Rio Jordão é um dos mais belos do Recife, principalmente ao por do sol. Mas, o casario é um horror!!!! 
A única coisa que nasce ali é mosquito da dengue. 
Atualmente um projeto de ocupação daquela área está causando muita polêmica, pela sua arrojada arquitetura e por ser encabeçada por um consórcio de empreiteira, e como todos sabem ser um grupo econômico forte é pecado. Em contraposição a um grupo que deseja que ali seja instalado um parque de convivência, a ser bancado por pelo poder público. 
Eu sou favorável a implantação do Projeto conhecido como Novo Recife e vou dizer porque. O principal problema daquela área se deve ao seu isolamento e o isolamento só será quebrado com a ocupação por pessoas, em moradia e/ou empresas que gerem emprego. Se as duas coisas puderem estar juntas, melhor ainda. 
No sentido contrário aos "Alfaville" da vida, há uma tendência mundial para construção de residências próxima dos centros das cidades, isso para driblar o problema de mobilidade e promover a redução no consumo de combustíveis, o que é bom para o ar das cidades e como as pessoas perdem menos tempo dentro dos transportes, passam a ter mais tempo para elas mesmas. 
A ocupação proposta para o José Estelita se assemelha ao que foi implantado em Puerto Madero, Buenos Ayres. Aquele local, que tinha muitas semelhanças com o nosso José Estelita, era uma área de antigos galpões portuários, economicamente decadente. Hoje é um dos melhores locais para um bom lazer, concentra um grande número de empregos e tem uma vida noturna fervilhante. 
Outra questão, que pra pra mim tem grande relevância, é a origem do dinheiro para a revitalização e seu destino. A máquina pública e lenta, cara a fadada a interferência de pessoas mal intencionadas. Quase todo mundo que conheço, reclama que os governos municipal, estadual e federal gastam dinheiro no local errado, deviam concentrar os recursos na educação, saúde e segurança, pois grandes obras é uma tentação pra corrupção. Essas mesmas pessoas são as que acham que a prefeitura e o estado deveriam fazer do Cais José Estelita um grande parque… 
Quando Jarbas inaugurou o José Estelita, em 1993, sobraram críticas de dinheiro mal usado, cabide de empregos, e a crítica mais interessante de todas: “A prefeitura deveria ter deixado que a iniciativa privada fizesse algo”. 
Hoje ao ver os protestos no local e o perfil dos “ativistas”, chego a achar engraçado. 
Espero um dia poder utilizar aquele local, que é um dos mais belos da cidade.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Pais e Filhos.

Como pais, há momentos na vida em que pouco, ou nada podemos fazer. Temos que aceitar as decisões dos filhos mesmo quando desconfiamos que eles se machucarão, sofrerão e nós sofreremos solidariamente.
Isso é duro, principalmente quando se tem a convicção que nossos filhos não são nossa propriedade e temos que viver nossa vida e não a deles. 
Usamos parte de nossa vida passando valores aos filhos, de maneira que eles sigam suas vidas tropeçando menos que nós. Mas, sabiamente, eles acham que têm que viver suas próprias experiências e não as nossas, tem que sofrer suas próprias dores e decepções, e não as nossas. Afinal, isso faz parte do crescimento humano. 

Nessa hora,  os versos de "Renato Russo" passeiam sobre minhas lembranças. 
"Sou a gota d'água 
Sou um grão de areia 
Você diz que seus pais não entendem 
Mas você não entende seus pais. 
Você culpa seus pais por tudo 
Isso é absurdo 
São crianças como você. 
O que você vai ser 
Quando você crescer"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Qual a melhor maneira de acabar com uma tradição? 
A resposta é simples, antes de se consolidar. 
O Natal é por essência a época propícia para unir as pessoas, para que elas repensem seus conceitos e entendam as diferenças, de forma a que haja a união. 
Desde 2009, a Globo Nordeste, a PM-PE e o Gov. do Estado formaram uma parceria se união pra proporcionar um espetáculo que nos faria refletir sobre nossas raízes e o significado do evento Natal. 
Tal qual acontece com o Baile do Menino Deus e a Paixão de Cristo do Recife, as pessoas se avolumavam, Ano após ano, para assistir a uma projeção de poucos minutos e aproveitavam o evento para doar brinquedos e alimentos.
Ao final de cada projeção, observamos no roso dos expectadores a elegria estampada.

Este ano, resolveram acabar com essa que seria, em um futuro próximo, uma das mais belas (novas) tradições do Recife. 
A quem deveríamos agradecer isso? ...Ao descaso dos órgãos públicos com a imagem dessas instituições? ...a acomodação do povo, que se vê roubado todo dia e nada faz? 

 Para assistir ao vídeo da apresentação de2012, copie o link abaixo e cole no seu browser. 
http://www.youtube.com/watch?v=oRpSB_2_Fv4

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E agora? O chefe sou eu.

Já faz um bom tempo, mas, o tema abordado pelo livro “E agora? O chefe sou eu” continua muito atual.
Admito que cometi o pecado de esquecer o nome do autor, mas, o seus ensinamentos ficaram.
Ele foi escrito ainda antes da febre da qualidade, PMI/PMBOOK, BSC, porém, já abordava algo bem atual, o clima organizacional.

O chefe é o cara responsável pela administração de conflitos: o que a empresa quer e o que os colaboradores desejam. Então ele entra pra mitigar esse choque.

Muitas das pessoas que assumem cargos de comando não estão suficientemente preparadas para isso.
Em regra geral são excelentes técnicos, mas, lhes falta o trato humano. Prepararam-se intensamente com as mais modernas tecnologias, lustraram sues conhecimentos com especializações, mestrados e doutorados e não deram a mínima atenção as relações pessoais, a cultura da empresa onde trabalham e a cultura do mercado onde operam.
Internamente, a comunicação entre os empregados é permeada pela simpatia e/ou antipatia que um empregado sente pelo outro. Dessa forma, alguns tendem a ter conversas em um nível de intimidade bem aberto, ou se tratam sem trocar palavras durante a realização das tarefas em conjunto.
Já os cargos de comando não podem se dar a esse “luxo”. Devem evitar as preferências e as rejeições. Tem por obrigação manter um canal de comunicação eclético, fazendo fluir um diálogo uniforme, sem intimidades, nem intimidações, primando pela clareza dos objetivos das tarefas que delega de forma homogênea com todos.
Lembrando ainda que a forma utilizada para comunicação, termos usados e o tom de voz podem colocá-lo numa situação delicada diante da organização e da sociedade, pois, a interpretação do que se diz e como se diz, pode levá-lo a um processo por assédio moral.
De forma geral, os bons técnicos acabam deixando de lado detalhes, que pra ele como especialista é obvio, porém para o seu comandado pode não sê-lo.
Uma das falhas de comunicação mais freqüente é quanto à autonomia de decisão. Dificilmente se deixa claro pro empregado o que ele pode ou não decidir. Outra é quanto a forma. É quase impossível encontrar alguém que não tenha um E-mail.  Esse fato possibilita uma comunicação escrita, complementando a verbal, que é imprescindível. É bom deixar bem claro que esses dois canais, o verbal e o escrito, devem coexistir. O primeiro pelo feedback,  mais rápido e claro, o segundo pela documentação do fato.


Pra finalizar deixo uma máxima da administração. “O sucesso de um gerente é o sucesso de sua equipe. O fracasso de uma equipe é o fracasso de seu gerente”