Todo mundo quer ser feliz.
Mas o que é, afinal, essa felicidade?
Penso que a felididade não seja uma meta a alcançar, mas aqueles instantes em que sentimos que nada falta e nada sobra.
Para alguns, ela chega como uma onda: intensa, luminosa e passageira. Para outros, está mais no caminho que na chegada — nas paradas, nas contemplações, nos encontros, desencontros e reencontros.
A felicidade também tem uma matemática curiosa: não se divide, multiplica-se. Quanto mais compartilhamos, mais ela parece crescer.
Mas felicidade não é uma constante. É movimento. Vem em ondas.
Há quem se desespere na calmaria e quem tente segurar a onda quando ela chega. Talvez ambos estejam procurando controlar aquilo que não pode ser controlado.
A vida é como o mar. Há momentos de espera e momentos de plenitude. Na calmaria, podemos ajustar a postura, preparar a remada e esperar. Quando a onda chega, resta estar presente para vivê-la.
Ela vai passar. Sempre passa.
Mas isso não diminui o que aconteceu.
Talvez a felicidade não esteja em encontrar um mar sem ondas, nem em fazer a onda durar para sempre.
Talvez esteja em aprender a "surfar".
E, quando o mar novamente se acalmar, simplesmente preparar-se para a próxima.

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