quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O pior cego.....

Axioma popular diz: O pior cego é o que não quer ver. Millor Fernandes reformulou e diz: O pior cego é o que não quer ouvir.
É uma afirmação mais sábia. Aprendemos mais ouvindo do que vendo. Ouvir é um ato de humildade e de respeito ao próximo.
Temos uma tendência a imaginar que o mundo deve ser de acordo com o que pensamos e que nossos valores são universais. O mundo é plural e diverso. Heterogêneo como a natureza que resiste a todas agressões. Apesar das piores catástrofes a vida já renasceu várias vezes. Para melhor nos harmonizarmos com nós mesmos e os próximos mesmo longínquos e desconhecidos temos que saber ouvir.

O mais humilde dos seres humanos, mesmo analfabeto certamente terá alguma coisa para nos ensinar. Se formos humildes e soubermos ouvir enriqueceremos nosso conhecimento e nossa visão de mundo.


Extraído do Blog de Maurílio Ferreira Lima (www.maurilioferreiralima.com.br)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amor, ódio e desprezo

Para dois grandes psicoterapeutas, Dr. Luiz Schetinni e Dr. Flávio Gikovate, o sentimento oposto ao amor não é o ódio como muitos pensam.
O Ódio é outro sentimento, com intensidade semelhante ao amor, porém, com motivação dirigida para a destruição ou o aniquilamento.
Se amar é querer bem, desejar o bem, se importar pelo bem do outro, o oposto é não querer, não desejar, não dar a menor importância.
Então, o desprezo é a oposição ao amor.




Indicação de leitura:
http://filosofiaaprimeira.blogspot.com/2009/07/amor-odio-desprezo.html
http://daniellelb.blogspot.com/2010/09/o-desprezo-e-pior-do-que-critica.html

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Deu no Jornal



A BBC Brasil informou, nesta quinta feira (9/9/2010), que o Brasil aparece em 58° lugar em uma lista sobre a competitividade econômica entre 139 países. Nesta avaliação o Brasil aparece duas duas posições abaixo de sua colocação em 2009. O seu melhor item de avaliação é o tamanho do mercado (10º no ranking) e os piores são os itens de ambiente macroeconômico (111º), que tem entre outros subitens a distribuição de renda e renda percapta, e eficiência do mercado de bens (114º), que avalia os custos de transporte e armazenamento, aproveitamento de matéria prima e controle de efluentes.
O Brasil é colocado pelo WEF no grupo de países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionado pela eficiência.

O ranking atual é liderado pela Suíça, que manteve a posição do ano passado, seguida pela Suécia, que subiu duas posições, e por Cingapura, que manteve o terceiro posto. Os Estados Unidos caíram do segundo lugar em 2009 para o quarto lugar nesta avaliação. Entre os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), ocupamos a penúltima posição. A economia chinesa é a que está em melhor posição, ocupando a 27ª colocação. A Índia aparece no 51º lugar, enquanto a Rússia manteve a 63ª posição.
Na América Latina, o Chile é o que tem a economia mais competitiva, segundo na 30ª posição global.
A organização avalia que a melhora da situação do Brasil nos últimos 20 anos, período em que subiu 16 posições no ranking, se deve aos esforços para alcançar a estabilidade econômica, a liberalização e a abertura da economia, além da redução da desigualdade, entre outras coisas.
Os itens avaliados pela WEF são divididos em três categorias:

  • Requisitos básicos, que inclui infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária);
  • Promotores da eficiência, que inclui educação secundária, treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, preparo tecnológico e o tamanho do mercado), e
  • Fatores de inovação e sofisticação, onde são avaliadas a sofisticação empresarial, inovação entre outros atributos.

Fonte: BBC- Brasil www.bbc.co.uk/portuguese. (Acessado em 9/9/2010)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mudanças acontecem

As mudanças são sempre interessantes, sejam elas para melhorar as coisas ou simplesmente para entendermos que perdemos algo pelo caminho.
Os cinemas, por exemplo, são ótimos exemplo de como mudamos nosso comportamento e cultura.
Antes falávamos: “Vamos pegar um cineminha”. E esse convite conduzia ao conceito: “ir a tal hora para determinado local, porém, não sabíamos se iríamos assistir a aquele filme naquela sessão de cinema”. Os filmes começavam e terminavam com gente dentro das salas de exibição.
Hoje, esse divertimento tem stress. As salas são pequenas, muitos filmes no menos local, poucos guichês de bilheteria para o complexo de salas, resultando numa fila enorme. O filme tem horário certo para se entrar na sala e ao fim somos todos expulsos.
Se perdermos o início do filme, ou se algo escapou a nossa compreensão, não podemos ver novamente. A não ser que entremos mais uma vez na fila da bilheteria para deixar lá nosso tempo e dinheiro e esperarmos pela próxima sessão que tenha vaga.
É bem verdade que as salas de exibição, hoje, são bem mais confortáveis, o som é bem melhor. Contudo, essa “exclusividade” transformou esse lazer em um negócio caro, onde não há a menor certeza que a relação CUSTO X BENEFÍCIO estará a favor do expectador. Ir a um "cineminha" hoje significa encontrar uma vaga para estacionar, entrar numa fila para comprar os ingre$$o$, entrar noutra fila para comprar refrigerante$, pipoca$ e chocolate$ e, na saída do filme, fazer um lanche bá$ico e, para terminar, entrar na maior das filas para pagar o estacionamento do $hopping.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


Imagine uma empresa sem mecanismos de controle de freqüência para seus funcionários, pois ela aplicava a política de horário flexível além de administrar por tarefa em vez de jornada diária de trabalho.
Em suas instalações havia uma lanchonete sem atendente e sem a figura do caixa. O próprio funcionário preparava o seu lanche, anotava suas despesas num livro para desconto na folha de pagamento, recolhia e limpava os utensílios que usou.
Uma biblioteca completava esse ambiente. Livros, revistas, jornais, manuais, tutoriais a disposição da “comunidade” para serem lidos e consultados a qualquer hora. Esse espaço também poderia ser utilizado para “refrescar a mente” ou para trocar idéias sobre problemas do trabalho.
O novo funcionário, ao ser admitido passava por um treinamento 40 horas, uma semana, para conhecer a cultura da empresa, se familiarizar com os novos colegas e aprender um pouco sobre ética no trabalho, comportamento profissional e relações humanas.
Nesta empresa, 6 em cada 10 empregados têm curso superior e mais da metade destes, algum curso de posgraduação.
A gestão de seu negócio era feita de forma participativa, com o incentivo dos gerentes e diretores para a participação dos técnicos de forma a agregar o conhecimento técnico no planejamento das ações da empresa.
Os projetos bem sucedidos eram documentados, de forma detalhada, criando um banco de dados para gestão do conhecimento.

Essa descrição nos leva a imaginar uma empresa contemporânea, alinhada as tendências atuais da moderna administração (gestão participativa, gestão do conhecimento, gestão por unidade de negócios, jornada flexível de horário e gestão de talentos), mas essa é uma empresa que não existe mais.

Trabalhei nela entre 1988 a 1993.
A IT – Cia Internacional de Tecnologia, foi criada na segunda metade da década de 70. Foi a primeira empresa a desenvolver um sistema para controle e processamento de imposto de renda. Foi pioneira também no desenvolvimento de sistema de teleprocessamento de compensação bancária.
Não sei de fato o que levou essa empresa a “quebrar”. Algumas pistas para o que pode ter acontecido são as seguintes: Centralização de atividades em poucos e grandes clientes; resistir por muito tempo à tendência da microinformática; Não medir de forma adequada as ameaças do mercado e tecnológicas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Definição de Saudade

Gostaria de recomendar a vocês o Blog do eu amigo Rodrigo, em especial essa postagem dele.
http://bussolacrista.blogspot.com/2010/07/definicao-de-saudade.html

Vale a pena ler e refletir sobre o assunto.

domingo, 25 de julho de 2010

O maestro da ação social

Nesta sexta feira passada, 23/7/2010, Cussi de Almeida aceitou o convite para reger um coro de anjos.
Como um dos temas que este blog costuma abordar é a responsabilidade social, o trabalho e vida do Professor e maestro Cussi de Almeida não poderia ficar de fora.
Filho do compositor e professor de piano Wademar de Almeida, como se diz de todo artista, não nasceu mas estreou em Nata/RN.
Desde muito jovem já despontava como uma promessa musical. Aos 11 anos fez vários recitais pelo Brasil. Já morando em Pernambuco, estudou com Prof. Vicente Fittipaldi, e aos 14 anos iniciou sua carreira de instrumentista de orquestra na Orquestra Sinfônica do Recife.
Após voltar de seus estudos na Europa, onde estudou e trabalhou com René Bemedetti e Vila Lobos, dedicou-se ao ensino da musica e do violino. Passou a estudar a musica nordestina e suas influência.
Este estudo lhe levou a criar, na década de 1970, a Orquestra Armorial de câmara.
Criou também, a orquestra de cordas dedilhadas e em 2003 a orquestra Oragem.
Essas três orquestra tinham em comum a convivência entre instrumentos eruditos e populares e um repertório calcado na cultura nordestina.
Sua mais nova criação, com o apoio do Juiz João José Targino, foi o projeto social; Orquestra dos Meninos do Coque.
Essa orquestra tem como meta a profissionalização das crianças dequela comunidade na música. Os resultados do projeto são muitos, melhoria na qualidade de vida das famílias, aumento do rendimento escolar das crianças do projeto e emprego e renda. Na comunidade, também há um reflexo visível, a aumento da autoestima.
Os talentos despertados ali já começam a despontar. Em 2009 uma das crianças, o 1º violinista da orquestra, recebeu um bolsa de estudos para estudar na Polônia.

Há pessoas que são insubstituíveis. Cussi é uma delas.


Homenagem da Orquestra dos Meninos do Coque ao seu grande criador.
http://www.youtube.com/watch?v=idx4HqIbMwE&feature=player_embedded#!

sábado, 10 de julho de 2010

Administração de conflitos

Não posso negar que tive um enorme prazer em assistir a Argentina de Messi, Teves, Milito, Di Maria e Maradona tomar um chocolate com sabor de chucrut.
Contudo, tenho que admitir que senti um pouco de inveja diante da atitude de Maradona para com seus comandados, entrando no gramado, após o final do jogo, e cumprimentando cada um de seus atletas pelo trabalho bem feito, consolando os que choravam e dando-lhes esperança para um recomeço de trabalho visando o próximo desafio.
De outro lado, sobrou desequilíbrio emocional à equipe brasileira: Robinho procurando briga, Felipe Melo, acintosamente, pisando um adversário caído, Lúcio, o Capitão da equipe, pondo as mãos na cabeça sem saber o que fazer após o segundo gol holandês e Dunga, que deveria ser o estêio de todo o gupo, esmurrando a estrutura metálica do banco de reservas.
Ouvi uma defesa para este sentimento através da frase: “Eles não tem sangue de barata”.
Contudo gostaria de lembrar aqui outro momento brasileiro em copas do mundo.
No Mundial de 1958, na Suécia, aconteceu um fato marcante na partida final daquele campeonato. Jogavam Brasil e Suécia (anfitriã do torneio), após o Brasil sofrer o 1º gol do jogo, Didi, capitão da equipe canarinho, foi buscar calmamente a bola de dentro do gol brasileiro para levá-la ao centro do campo para um novo reinício de partida. Enquanto caminhava falava aos companheiros que aquilo não era o futebol brasileiro, que podiam reverter o placar desde que se apresentassem como jogadores brasileiros e que jogassem o futebol brasileiro, sem entrar no jogo do adversário.
Aquela atitude tranqüilizou a equipe e deu confiança para que os jogadores virassem a partida, que terminou com a vitória brasileira por 5 a 2.
A atitude do capitão da equipe resultou na conquista do primeiro título mundial para o Brasil.
Essas duas atitudes bem divergentes que podem ser compreendidas pelo uso da inteligência emocional para administração de conflitos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Uma mãozinha do destino

A Copa do Mundo é um prato cheio pra se falar em ética, principalmente porque a primeira bandeira que entra em campo, antes mesmo das equipes representantes dos paises, é a do Fair-play, que apesar de não haver tradução fiel para o português tem o significado de jogo limpo, honesto e cordial.
Na Copa do Mundo de 1986, no México, Maradona levou a Argentina ao título mundial com um gol de mão. O mundo todo, principalmente os ingleses e nós brasileiros, caiu de pau em cima, já que aquela atitude representava o avesso do ideal desportivo.
Muitos anos depois, nas eliminatórias da Copa 2010, o craque francês, Thierry Henry, ajeitou a bola com a mão e fez o gol que levou a Fraca a classificação. Mais uma vez, todos, inclusive nós brasileiros, alardeamos nossa indignação diante da artimanha utilizada por um jogador de notória categoria, para sair da partida como um herói.
Em ambos os casos a máxima “Os fins justificam os meios” serviu de mote de defesa.
No dia 20/6, tivemos a brilhante apresentação da Seleção Brasileira contra a Costa do Marfim, que terminou com o placar de 3X1 para a seleção do Dunga.
Começa o jogo e, logo nos primeiros minutos, Lúcio bate com força no braço, ainda machucado do atacante adversário, que havia fraturado o cotovelo nos amistosos de preparação, como um claro recado que “não se meta a besta que o pau vai comer”.
Quando a Seleção Canarinha já levava vantagem no placar, Luis Fabiano, “O Fabuloso”, pôs a mão duas vezes na bola, a primeira de forma não intencional, já que se encontrava de olhos fechados. Contudo, a segunda já o fez de maneia intencional para que ela não saísse de seu domínio.
Para ele, foi a tinta que deu realce a “pintura”.
E para nos, será motivo de orgulho ou vergonha ver que um time favorito ao título mundial necessita de recorrer à malandragem para vencer uma seleção sem tradição e de poucos talentos?


domingo, 6 de junho de 2010

Parabens a Cristina Tavares

Esta semana comemoramos o aniversário da jornalista, professora e política, Maria Cristina de Lima Tavares Correia, que nasceu em Garanhuns a 10 de junho de 1936.
A jornalista, trabalhou como repórter do Diário de Pernambuco, Jornal do Commércio e da sucursal em Pernambuco da Folha de São Paulo, chegando a Dirigir a sucursal pernambucana da revista Visão, além de colaborar com o semanário recifense Jornal da Cidade.

Na década de 1970, foi assessora de Ulisses Guimarães, presidente do então Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Sua carreira como parlamentar começou em 1978, quando se elegeu a 1ª Deputada Federal por Pernambuco, com 22.519 votos. Foi ainda eleita para mais dois mandatos, em 1982, com 27.963 votos e em 1986, com 40.613 votos.

Em 1983, fundou no Recife o Centro de Estudos Políticos e Sociais Teotônio Vilela. Em 1988, foi uma das fundadoras do PSDB em Pernambuco e candidata, derrotada, a vice-prefeita do Recife, na chapa encabeçada pelo ex-deputado Marcus Cunha.

Na Câmara Federal, elaborou 139 projetos; proferiu 334 discursos; participou de 2 comissões parlamentares; presidiu outras duas comissões; na Assembleia Constituinte 86, foi relatora da Subcomissão da Ciência e Tecnologia e da Comunicação e da Comissão de Sistematização; apresentou 227 emendas, das quais 95 foram aprovadas.

Mesmo sem nunca ter sido integrante do Movimento Feminista, Cristina Tavares compreendeu o quão desumanas eram as desigualdades de gênero. Neste sentido, ela firmou e assumiu inúmeros compromissos com as mulheres, legislando em defesa dos direitos civis, políticos e sociais da parcela feminina da população.

A sua trajetória partidária iniciou-se no antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), onde fazia parte do chamado grupo autêntico, com Ulysses Guimarães, Jarbas Vasconcelos e outras pessoas que empreenderam resistência parlamentar ao Regime Militar. Sendo assim, Cristina Tavares lutou, junto à Câmara Federal, pela emancipação política das mulheres; pelos direitos das empregadas domésticas e das trabalhadoras rurais; pela posse da terra; pela assistência integral à saúde da mulher; pela descriminalização do aborto, e contra as desigualdades de tratamento entre homens e mulheres.

É de sua autoria, ainda, a emenda constitucional que veio a reconhecer e consagrar o direito da mulher, como cabeça do casal, perante o imposto de renda. Foram também de sua autoria vários outros projetos voltados a combater a discriminação das mulheres no mercado de trabalho, bem como a violência física, moral, jurídica e institucional que elas vinham sofrendo. O grande destaque de sua atuação parlamentar foi autoria do capítulo do Códogo Civil Brasileiro que trata da Família.


Cristina Tavares publicou oito livros, entre os quais “A Última Célula – Minha Luta Contra o Câncer”, pela Editora Paz e Terra. Morreu a 23 de fevereiro de 1992.