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sexta-feira, 10 de julho de 2026

EP - 1 - Haaland x Dadá Maravilha: Meio século de semelhanças.

 

                      Cinema Falado

Mais uma História da Vida

EP- 2 — O Tempo que ficou em Nós!



Se alguém dissesse que surgiria um atacante de quase dois metros de altura, forte como um touro, rápido como um velocista e que pisaria na área apenas para fazer gols, muitos responderiam: Esse é Haaland...


Errou. Antes do Haaland, existiu Dadá Maravilha, na década de 1970.

Hoje esse jogador existe. Nasceu na Noruega e atende pelo nome de Erling Haaland.

Muitos dirão, “não dá pra comparar, o futebol mudou muito”.

É claro que o futebol mudou. A preparação física evoluiu, os gramados melhoraram, a velocidade do jogo aumentou, a tecnologia de bolas, calçados e roupa. Mas há características que parecem ser imutáveis: colocar a alma da chuteira e acreditar no que parece inacreditável são exemplos.

Dadá e Haaland são centroavantes que não entram em campo apenas para participar do jogo; estão ali para perturbar a defesa, dividir toda jogada e disputar o jogo sem medo, com uma coragem insana.

Não são artistas da condução de bola, nem mestres da construção das jogadas, muito pelo contrário: “são pernas de pau”. Mas, quando a bola chega perto da área, eles aparecem como quem conhece um segredo que os zagueiros nunca conseguem descobrir.

Dadá dizia: "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol."

Haaland aprendeu essa frase de forma intuitiva, e a leva às últimas consequências.

Os dois compartilham da mesma qualidade: ocupam os espaços certos antes que os adversário percebam, quando a defesa chega eles já são donos do espaço.

Também impressionam pelo jogo aéreo. Dadá foi considerado um dos maiores cabeceadores da história do futebol brasileiro. 

“só tem três coisas que param no ar: helicóptero, beija flor e Dadá Maravilha” 

Haaland faz da impulsão e do tempo de bola uma arma semelhante, embora acrescente uma velocidade incompatível com alguém de quase 1,95 metro.

Os dois compartilham da habilidade de fazer parecer simples aquilo que é extremamente difícil.

Para quem assiste, parece só um toque, um desvio, uma cabeçada, um empurrão para as redes. Mas chegar exatamente naquele lugar, naquele momento, é um talento que poucos possuem.

As diferenças existem. Haaland vem do futebol científico, da alimentação controlada, das estatísticas, GPS, biomecânica e análise de desempenho.

Dadá, por sua vez,  era filho do improviso brasileiro. Muito daquilo que aprendeu veio da repetição, da tentativa e erro, da intuição e da irreverência que sempre carregou consigo.

Enquanto Haaland fala pouco e deixa os números responderem por ele, Dadá Maravilha inventou o marketing pessoal, fazendo das entrevistas um espetáculo à parte e provocação aos adversários e torcidas.

Foram dele a célebre provocação: "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol." , "Só existem três poderes no mundo: Deus no céu, o Papa no Vaticano e Dadá na grande área."

Eu acredito que Haaland jamais diria isso, mas, quando entra na área, joga exatamente como alguém que acredita nessa frase.

Talvez a maior homenagem que se possa fazer a Dadá seja esta:

É uma pena que ele tenha nascido cinquenta anos atrás, pois com a preparação física moderna e toda a ciência do esporte disponível, teríamos o nosso próprio Haaland em campo.

Ou talvez alguém pense hoje como eu:  "esse menino  joga mesmo é como o Dadá Maravilha."


sexta-feira, 26 de abril de 2013

O que é e o que deveria ser.

Quando Tim Berners-lee pensou na internet, no início dos anos 1990, fez isso na intenção da criar um ambiente para troca de INFORMAÇÃO e desenvolvimento de IDEIAS, de tal forma que se pudesse melhorar a condição humana. 
Para ele, a www deveria ser um mega espaço para discussão e difusão do pensamento, um fórum sem fronteiras em tempo integral do conhecimento e das tecnologias que pudessem revolucionar o jeito de viver e de pensar das pessoas. 

Passado esse tempo, percebemos que a ideia romântica inicial, de um mundo sem fronteiras para o aprofundamento do conhecimento, tornou-se uma ficção científica. 
Isso aconteceu não pela quantidade ou qualidade, ou falta dela, das informações contidas nele, mas, pelo uso dessas informações e o destino dado as ferramentas criadas para isso. 
Encontramos ali uma infinidade de absurdos: notícias falsas, verdades pela metade, invencionices, pessoas assumindo a ideias dos outros como se fosse sua, outras pessoas atribuindo textos, (sem o menor valor científicos) e falsas descobertas  a famosos, que não tem absolutamente nada com aquilo. 
Encontramos ainda os chamados egoposts, ou exibição de ego, como queiram. São imagens de pratos, sapatos, bolsas, pulseiras ou frases como “hoje conhecí um gatinho...”, “saindo pra balada...”, correntes religiosas e aquelas maravilhosas “ganhe muito dinheiro sem fazer esforço”, que não contribuem em nada para a elevação do pensamento. 

O Orkut, por exemplo,  Foi uma vítima da banalização. As pessoas se reunião em torno de comunidades para discutir algo que lhes era comum. Mas, com o passar dos tempos, o foco dos assuntos foram sendo desvirtuados, acabando com o interesse. Isso está conduzindo este site de relacionamento ao ostracismo. Se observarmos com maia atenção veremos que o Facebook vai no mesmo caminho. 

Até em boas iniciativas, a exemplo do wikipedia, encontramos textos sem referências que lhe atribuam confiabilidade. 

Tudo isso arrasta o que tem de melhor na internet para o vala comum.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Surrealismo de nossa banda larga












Uma família entra numa pizzaria e pede:
- Garçom, traga uma pizza portuguesa gigante e uma Coca cola 2 litros.

15 minutos depois chega o garçom e entrega uma pizza brotinho e uma latinha de Coca cola, ao que o cliente reclama.
- Não foi isso que eu pedi....
E o garçom, explica:  
- Mas pelo contrato com a agencia nacional de pizzas e refrigerantes, isso é o que temos por obrigação de entregar.....

Essa é a realidade brasileira, quando se trata de contratos de serviço de banda larga.

As operadoras tem obrigação contratual de entregar até 20% do contratado. Isso significa o seguinte: Para um contrato de pacote de 5Mb a operadora tem obrigação de lhe entregar até 1Mb.

Como nossa realidade é o cúmulo do absurdo, uma nova resolução fará uma nova adequação mudando esses patamares até 2014, da seguinte forma: No primeiro ano de vigência da resolução, as empresas deverão entregar até 60%, passado a 70% no segundo ano e 80% até o final do terceiro ano, o que deve ocorrer em 2014.

O que fica claro pra mim é que as operadoras nunca terão obrigação de entregar ao cliente aquilo que ele contratou.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Do discurso a prática

Tenho visto, em muitos dos lugares que vou, uma má interpretação de alguns conceitos da administração.
Por exemplo, as empresas que estão buscando a qualidade têm a mania de mudar o nome das coisas, mas não mudam a maneira de tratá-las. Empregado passou a ser colaborador ou associado. Contudo, continuam sendo tratados como empregadinhos semi-escravos.
Os gestores discursam valorizando o trabalho em equipe, mas continuam com a prática de premiar o melhor dos iguais.
Gastam rios de dinheiro com consultorias, mas não investem na qualificação de seu pessoal muito menos no ambiente de trabalho. A reforma é sempre nas salas da alta administração e na recepção para impressionar os visitantes. O refeitório (quando tem refeitório) continua escuro e com mesas mal conservadas. Os sanitários com problemas de vazamento dágua, sem toalhas de papel e sem papel higiênico.
A reengenharia por aqui não foi vista como uma forma de mapear os processos, medir os seus tempos e redistribuir funções e recursos. Aqui serviu apenas para diminuir a folha de pagamento e sem resolver os problemas de retrabalho, devio de função e desalinhamento de processo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Deu no Jornal



A BBC Brasil informou, nesta quinta feira (9/9/2010), que o Brasil aparece em 58° lugar em uma lista sobre a competitividade econômica entre 139 países. Nesta avaliação o Brasil aparece duas duas posições abaixo de sua colocação em 2009. O seu melhor item de avaliação é o tamanho do mercado (10º no ranking) e os piores são os itens de ambiente macroeconômico (111º), que tem entre outros subitens a distribuição de renda e renda percapta, e eficiência do mercado de bens (114º), que avalia os custos de transporte e armazenamento, aproveitamento de matéria prima e controle de efluentes.
O Brasil é colocado pelo WEF no grupo de países com estágio intermediário de desenvolvimento, impulsionado pela eficiência.

O ranking atual é liderado pela Suíça, que manteve a posição do ano passado, seguida pela Suécia, que subiu duas posições, e por Cingapura, que manteve o terceiro posto. Os Estados Unidos caíram do segundo lugar em 2009 para o quarto lugar nesta avaliação. Entre os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), ocupamos a penúltima posição. A economia chinesa é a que está em melhor posição, ocupando a 27ª colocação. A Índia aparece no 51º lugar, enquanto a Rússia manteve a 63ª posição.
Na América Latina, o Chile é o que tem a economia mais competitiva, segundo na 30ª posição global.
A organização avalia que a melhora da situação do Brasil nos últimos 20 anos, período em que subiu 16 posições no ranking, se deve aos esforços para alcançar a estabilidade econômica, a liberalização e a abertura da economia, além da redução da desigualdade, entre outras coisas.
Os itens avaliados pela WEF são divididos em três categorias:

  • Requisitos básicos, que inclui infraestrutura, ambiente macroeconômico, saúde e educação primária);
  • Promotores da eficiência, que inclui educação secundária, treinamento, eficiência do mercado de bens, eficiência do mercado de trabalho, desenvolvimento do mercado financeiro, preparo tecnológico e o tamanho do mercado), e
  • Fatores de inovação e sofisticação, onde são avaliadas a sofisticação empresarial, inovação entre outros atributos.

Fonte: BBC- Brasil www.bbc.co.uk/portuguese. (Acessado em 9/9/2010)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Padronização é para facilitar

Qual a finalidade de se adotar um padrão?

Elevar o grau de qualidade? Adotar um modelo que melhor se adéqua as necessidades? Melhorar o intercâmbio entre coisas que se relacionam?
A respota é sim as três as perguntas anteriores.
Mas, a adoção de um padrão tem como objetivo maior tornar as coisas mais fácies, pois serião seguidas pela maioria (consumidores e fornecedores).
Quem não se lembra do “padrão” de tomada adotado pela ABNT. É bem verdade que ele se apresenta bem mais seguro que os modelos anteriores.
Contudo, os especialistas afirmam que esse mesmo nível de segurança seria atingido com pequenas modificações na tomada de energia, ou no plug dos aparelhos eletrônicos, que já existiam.
A segurança do modelo adotado (ou imposto) pelo Brasil, foi atingida por causa do rebaixo em seu encaixe. Esse mesmo rebaixo poderia ser aplicado a qualquer modelo existente.
Outra modificação que elevaria a segurança seria a substituição do pino metálico do plug, por pinos plásticos, com uma ponta metálica. Essa solução já é adotada nos países asiáticos.
E quais as conseqüências da adoção deste modelo?
Para quem sai do Brasil são bem poucas. O plug fica apenas um pouco mais saliente na parede, em função do seu alongamento para encaixe no rebaixo da tomada brasileira.
Porém para quem vem ao Brasil é bem mais grave. As tomadas dos aparelhos americanos (pinos paralelos chatos), ou as tomadas de três pinos (tomadas de computador) não se encaixam em nossas tomadas. Os plugs do modelo europeu (pinos redondos), por não entrarem no rebaixo, teriam uma área de contato muito pequena e poderiam aquecer, pelo mau contato, ou desprender da tomada causando acidentes.
Em 2009, a ANVISA , estabeleceu uma infinidade de normas para a importação de material cirúrgico sem látex.
Como as importadoras não conseguem comprar esse material em conformidade com as exigências da ANVISA, o mercado está desabastecido.
A conseqüência direta, do excesso de exigências, está refletida no cancelamento de cirurgias em pacientes com mielomeningocele, pela AACD, pois esses pacientes apresentam uma intolerância ao látex.

A padronização existe para facilitar e não dificultar.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Perguntas para guiar um projeto


É cada vez mais comum a participação das pessoas no desenvolvimento de projetos nas empresas onde trabalham e, consequentemente, é cada vez maior o número de problemas desses projetos.
Esse envolvimento se deve a idéia que quem põe a mão na massa é quem melhor conhece as dificuldades da atividade, o especialista na ação. Apenas conhecer o que se faz não é o sufuciente. É necessário que se conheça também os rigores de um projeto para relevar pequenos detalhes que, para o projeto como um todo, são importantes.
Antes de envolver as pessoas nessa “novidade”, elas deveriam ser “qualificadas” para compor uma equipe de trabalho. Conhecer o básico para compor um projeto.


Na literatura disponível, encontramos uma certa variação quanto aos requisitos de um bom projeto, contudo o básico necessário e suficiênte se consegue respondendo as seguintes perguntas:
1. QUE?: Definindo a natureza do projeto, caracterizando a organização e sua posição no mercado;
2. PORQUE?: Justificando o que motivou a sua realização;
3. PARA QUE?: Definindo os objetivos e metas;
4. A QUEM?: Definindo o seguimento de mercado que vai atingir, caracterizando o publico (clientes) e quando necessários os consumidores/beneficiário;
5. ONDE?: Localização e abrangência, rede e canais de distribuição;
6. COMO?: Explicitando Metodologia de produção/criação, definindo as etapas, as atividades e fazer e distribuir o produto ou serviço;
7. QUANDO?; definindo um cronograma detalhado;
8. QUEM FARÁ?; Especificar as características das pessoas que trabalharão no projeto, suas responsabilidades e autonomia;
9. COM QUE SERÁ FEITO?: Especificar os recursos materiais (máquinas / equipamentos / ferramentas) necessárias e Recursos Materiais
10. COM QUANTO SERÁ FEITO?: Detalhar os recursos financeiros necessários, de preferência como um cronograma financeiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Profissões do passado com atualizações para o futuro


Não faz muito tempo, mas os supermercados não tinham a parafernália eletrônica que tem hoje. Entre os anos 70 e 80, os caixas de supermercado tinham que ter uma tremenda habilidade para digitar, valores e códigos em suas máquinas registradoras. Hoje operam um PDV, interligado a um terminal ótico, a uma balança digital e a um leitor de cartão, seja de tarja magnética ou chip. Isso fez com que a atividade de caixa fosse completamente modificada. O caixa de hoje (quase) não precisa mais digitar nada, a não se a quantidade repetida de um item. Apenas ele expõe o código de barra do produto ao leitor e a sua frente ele já tem o item e o seu valor unitário. Ao fechar a compra, lhe é dado o valor total. Se pago em dinheiro, ai sim ele tem que digitar um pouquinho, informa o valor recebido e lhe é apresentado o troco a ser passado.
E os mecânicos, quanta diferença. Hoje sua principal ferramenta é um pequeno computador portátil, que lê na central de comando dos veículos os registros dos sensores, e aponta o que há de errado ou para falhar em breve. Antigamente, cerca de 20 anos atrás, era bem diferente. Quase tudo se baseava na experiência do mecânico e a solução vinha pelo método da tentativa e erro.
Os vendedores substituíram os seus blocos de pedidos por palmtop e tem conectividade para colocar os pedidos na linha de produção “on time”.
E o chaveiro, quem diria que poderia ser atualizado. Há no mercado atual cortadoras de chaves baseadas em CNC e corte por imagem, com duplicação de códigos eletrônicos (chips). Os fabricantes de carimbos os fazem diretamente num editor gráfico integrada a uma máquina faz o corte da borracha.
Porcesso semelhante acontece nas gráficas. Imensas plotadoras fazem o serviço das antigas prensas.
Os desenhistas, não pegam mais em canetas de nanquim, nem têm mais que saber manusear uma régua T, esquadros e transferidores. Hoje com os programas de CAD usam só uma tela de computador, um mouse e uma mesa digitalizadora.

Outra profissões não tiveram essa chance. Amoladores de tesoura, afiadores de facas, sineiros e reparadores de panelas.
Essas profissões se tornaram tão descartáveis quanto os produtos que elas beneficiaram um dia.
Quanto ao trabalho no campo, a modernização vem sendo caracterizada pela troca do homem pela máquina e não por sua qualificação e especialização, podendo neste caso, a modernização ser considerada uma atividade predatória.

André Maia